Equipe de transição de Raquel Lyra questiona criação de grupo de trabalho para “implantação de ações estruturadoras” a 46 dias do fim do governo Paulo Câmara

A vice-governadora eleita e coordenadora da equipe de transição do governo eleito de Raquel Lyra, Priscila Krause (Cidadania), questionou o governo Paulo Câmara (PSB), nesta segunda-feira (21), por meio de um ofício, sobre a criação do grupo de trabalho que foi instituído 46 dias antes do fim da gestão para atuar na implementação de projetos estruturantes do Estado. O documento, que foi encaminhado para o coordenador da transição do governo socialista e secretário da Casa Civil, José Neto, também quer saber quais são os projetos que serão tratados e quais as atividades previstas e respectivos cronogramas.

De acordo com Priscila, o documento ainda solicitou que sejam compartilhados os documentos referentes a cada um dos projetos estruturadores tratados pelo Grupo de Trabalho, tais como estudos, projetos, processos e demais informações. Outro ponto que a vice-governadora eleita pleiteou é que sejam compartilhadas as atas de reuniões que serão realizadas e coordenadas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio. Publicada no Diário Oficial do Estado, na última sexta-feira (18), a portaria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de número 028 instituiu o grupo com o “objetivo de atuar na implantação de projetos estruturadores do Estado”.

“A equipe de transição quer entender as razões que levaram o atual governo a instituir o grupo de trabalho 46 dias antes do fim da gestão, durante o processo de transição governamental, em que estamos fazendo levantamentos de informações relevantes para o início das atividades da próxima gestão. Se são projetos estruturadores, certamente, são decisões que passam pelo próximo governo”, reforçou a vice-governadora eleita.

Além do secretário Geraldo Julio, também compõem a equipe o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Tomé Franca, que foi nomeado secretário do grupo; a secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista; a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Inamara Santos Mélo, e o secretário de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo.

OFÍCIOS – Nesta segunda, a equipe de transição de governo de Raquel Lyra ainda encaminhou, além do pedido de esclarecimento sobre a criação do grupo de trabalho, mais dois ofícios ao Governo do Estado pedindo informações sobre as ações para a realização do Carnaval 2023 e outro direcionado na área de saúde de Pernambuco. Ainda foi encaminhado um ofício para o Tribunal de Contas do Estado solicitando informações sobre relatórios e auditorias. Até o momento, já foram encaminhados 22 ofícios para o Governo do Estado e dois para o TCE.

Fotos: Yêdo Leonel

Deputado Fabrizio Ferraz recebe Marília Arraes, Sebastião Oliveira e André de Paula em mais uma agenda no Sertão

O deputado estadual Fabrizio Ferraz segue com uma agenda intensa pelo Sertão pernambucano. Nessa quinta (14), o parlamentar, que é pré-candidato à reeleição, recebeu a pré-candidata ao Governo Marília Arraes, o pré-candidato a vice Sebastião Oliveira e o pré-candidato ao Senado André de Paula para mais uma série de visitas na região.

Como um dos principais articuladores políticos da chapa de Marília, Ferraz garantiu apoios importantes ao projeto da neta de Arraes. Em Ibimirim, no Sertão do Moxotó, o ex-prefeito Adauto Bodegão e o vereador Luan Almeida, aliados de Fabrizio, firmaram compromisso com o grupo de Marília.

No município de Inajá, ainda na região do Moxotó, foram todos recebidos pelo ex-prefeito Airon Timóteo, parceiro de Sebastião Oliveira. Ao final da agenda, já em Tacaratu, no Sertão de Itaparica, o grupo comemorou a aliança com o prefeito Washington Ângelo, o vice Givaldo Crente e com os vereadores da base, apoiadores de Fabrizio Ferraz.

“ Nosso time cresce a cada dia e o movimento popular pela mudança segue fortalecido. Nosso povo vai voltar a ter voz e vez junto ao Governo do Estado”, comemorou Ferraz.

Após férias na Bahia, Lula participa de reuniões com a equipe de transição

Com informações da Agência OGlobo

Depois de dias de descanso na Bahia, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa de reuniões com a equipe de transição de governo, nesta segunda-feira (7), a partir das 10h, em São Paulo (SP). O foco está na manutenção do auxílio de R$ 600, retomando o Bolsa Família. O valor não está assegurado no Orçamento de 2023, e o desafio é negociar os ajustes com o Congresso Nacional. Lula vai tomar posse em 1º de janeiro de 2023.

Esta semana, ele desembarcará em Brasília para uma intensa agenda com autoridades do Legislativo e do Judiciário. Lula chegará à capital federal ao lado do vice-presidente eleito e coordenador da transição, Geraldo Alckmin (PSB), e de ampla comitiva.

O petista tem reuniões previstas com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Será a primeira agenda oficial com Lira, que até então se posicionou como aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A transição em Brasília começará com reuniões marcadas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), espaço em Brasília a cerca de 7 km do Palácio do Planalto.

O CCBB abriga exposições, shows e cinema durante o ano. Desde 2002, quando Lula foi eleito pela primeira vez, o local é cedido para a equipe de transição de governo. Em 2018, foi lá que a equipe nomeada por Bolsonaro se reuniu com integrantes da gestão de Michel Temer (MDB). Lula também transferiu seu governo para lá em 2009, durante reforma do Palácio do Planalto.

Avaliação das contas

O chefe da transição é Alckmin. Assim como Lula, ele terá seu próprio gabinete instalado nas salas de reunião do CCBB. Também haverá um espaço de reuniões e algumas salas para as equipes técnicas.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, visitou o local na última sexta-feira, acompanhada do coordenador do programa de governo da campanha, Aloizio Mercadante, e de parlamentares do partido, e disse que serão necessários os dois andares do prédio, já que haverá pessoas trabalhando como voluntárias.

O governo eleito deve indicar 50 nomes para avaliar as contas e os programas do atual governo, além de debater a viabilidade de promessas de campanha. Esses nomes serão divididos em grupos temáticos. O ex-ministro da Educação Fernando Haddad, por exemplo, vai liderar reuniões com colaboradores na área. A ideia é reunir sugestões de diversos setores incluindo fundações, parlamentares, organizações do terceiro setor e entidades representativas da educação.

Nem todos os participantes vão compor a equipe de transição, mas fornecerão subsídios para o grupo da linha de frente. A sistematização das sugestões dos colaboradores ficará sob responsabilidade de Henrique Paim, ex-ministro da Educação durante o governo Dilma Rousseff e braço direito de Fernando Haddad. Não há definição, no entanto, de que Paim será o coordenador da transição nesta área.

Área de educação

Entre os que foram chamados para a equipe da área de educação estão quadros do PT, como a senadora eleita Teresa Leitão, a deputada federal Rosa Neide e Heleno Araújo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Também há representantes ligados a fundações como Neca Setubal, pessoa de confiança da ex-ministra Marina Silva (Rede); e a organizações do terceiro setor, como Daniel Cara, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Embora esteja à frente das discussões, Haddad tem deixado claro a interlocutores quer não quer assumir a área novamente. A pasta é uma das mais caras ao PT e uma das vitrines dos governos de Lula e Dilma.

‘A gente vai abrir a caixa-preta do estado’, diz Raquel Lyra durante entrevista

Governadora eleita Raquel Lyra afirmou, em entrevista ao Diario, que vai procurar saber como estão as contas do estado quando tomar posse

O dia seguinte à vitória nas urnas foi marcado por uma extensa agenda de compromissos com a imprensa. Mesmo tendo dormido apenas quatro horas entre domingo e ontem, Raquel Lyra (PSDB) concedeu inúmeras entrevistas ao longo da segunda-feira. Não mais como candidata, e sim como a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco.
Em entrevista ao Diario, Raquel Lyra fez um balanço sobre a eleição em Pernambuco, especialmente sobre sua vitória nas urnas. Falou sobre as prioridades para o seu governo e os maiores desafios que deverá enfrentar.

Raquel Lyra revelou que recebeu um telefonema do governador Paulo Câmara (PSB), que se prontificou a iniciar a transição, e também do prefeito do Recife, João Campos (PSB). A governadora eleita afirmou que vai procurar o presidente eleito, Lula (PT), para tentar firmar parcerias com o governo federal a partir de 2023. Sobre Pernambuco, Raquel prometeu “abrir as caixa-preta” quando tomar posse.

A vitória

A gente ganhou a eleição andando Pernambuco durante a pré-campanha no chão, conversando com a população, ouvindo as suas dores, compreendendo quais eram as soluções que a gente poderia apresentar. Para garantir que Pernambuco pudesse, diante do diagnóstico feito, de um estado de maior desigualdade, vice-campeão de desemprego, de maior violência no Brasil, voltar a gerar empregos e esperança para a sua gente. A gente precisava chegar no povo. Conversar com os invisíveis. Garantir que nosso governo fosse feito de fora para dentro, chegando onde os governos não chegam, como a gente fez em Caruaru. As pessoas conseguiram compreender que a minha candidatura, junto com Priscila (Krause, vice-governadora eleita), representava esse desejo de mudança.

A campanha

Parecia uma candidatura improvável, eu e Priscila, com pouco tempo de televisão, com pouca estrutura, mas uma coisa a gente tinha muito forte, que era a conexão e um desejo maior da nossa gente por mudança, diante de um governo que deixa o legado de um estado muito pior do que recebeu, com dois milhões de pessoas passando fome. Uma região metropolitana mais pobre entre todas as regiões metropolitanas do Brasil, pior estado para empreender do Brasil. Não era sobre a quantidade de prefeituras, não era sobre o tamanho da coligação, ou tempo de televisão. Falavam sobre isso o tempo inteiro e a caminhada demonstrou que esse desejo se expressou na nossa candidatura. Uma eleição que chancelou uma ampla maioria a favor de um projeto de verdadeira mudança para Pernambuco.

Mudança

O povo de Pernambuco queria mudança. Não pode ser uma mudança de faz de conta, ou de mais do mesmo. e essa mudança verdadeira foi enxergada a partir do trabalho também do que a gente fez em Caruaru como prefeita, cuidado das mulheres, construindo o maior projeto de educação da nossa história, investindo na área de saúde, combatendo a violência, gerando empregos. E isso não se faz com discursos. A gente conseguiu mostrar que era possível construir oportunidades. Mesmo que o Brasil venha mal, mas Pernambuco vai pior. E Caruaru conseguiu mudar indicadores e reposicionar o município para crescer e para deixar o seu povo mais feliz, com mais qualidade de vida.

Um compromisso

Conversar com a nossa gente, enxergando que em cada um dos cantos do nosso estado está a solução para os problemas que a gente tem. Foi o que fez a gente conseguir tocar a alma e o coração do povo de Pernambuco. Fazer a travessia para o segundo turno, receber os apoios e falar sobre a necessidade de união do nosso estado, de precisar construir pontes entre o nosso povo, entre as nossas cidades, entre as pessoas. Recebemos apoio de lulistas, de bolsonatistas, todos em torno de um projeto que fizesse voltar a fazer Pernambuco crescer, gerar empregos, gerar renda, gerar sonho, sem deixar ninguém para trás. Esse movimento foi acontecendo de baixo para cima. Sempre disse que não seria uma eleição de cima para baixo.

Primeiras medidas

O tempo inteiro, trabalhar desde o primeiro dia para combater a desigualdade e superar a pobreza. Isso não é trabalho de um dia só, e um serviço só que vai resolver. Mas a gente precisa todos os dias garantir que as pessoas possam ter melhores condições de vida no nosso estado. Seja com o programa Mães de Pernambuco, com um auxílio de R$ 300 para as mães de crianças de 0 a 6 anos que estão na faixa de pobreza, com o restaurante Bom Prato, seja estruturando a criação das vagas de creche, fazendo de Pernambuco um estado que consiga abrir novos negócios, facilitando a vida de quem quer empreender no nosso estado, do microempreendedor às grandes empresas, facilitando o acesso a crédito, garantindo socorro e comida no prato e ao mesmo tempo fazer o estado voltar a crescer para que as pessoas possam ter emprego , renda.

Maior desafio

Enfrentar e superar a pobreza em Pernambuco, fazer o estado girar , porque durante muito tempo, durante esses últimos oito anos, ele está apenas para manter quem está no poder. Está funcionando para dentro, para manter a própria máquina. (É preciso) Fazer essa máquina girar, para funcionar, para chegar na ponta. Vai dar um trabalho danado, mas eu estou pronta para isso.

Governo e prefeitura

Esse alinhamento político não trouxe benefício para o Recife, nem para a Região Metropolitana. O Recife e a Região Metropolitana são a capital da desigualdade do Brasil. Temos 30 mil pessoas que moram em palafitas. Tivemos aqui 140 pessoas que morreram pela falta de investimentos nos morros, nas encostas, em habitação. O alinhamento político não garantiu melhoria de qualidade de vida para o povo. O que a gente precisa é, sem enxergar cor partidária, chegar na vida das pessoas que precisam. Eu nunca perguntei em Caruaru em quem a pessoa tinha votado para entregar uma casa nova. A gente vai precisar investir na Região Metropolitana inteira a partir de um grande pacto metropolitano e vai discutir e construir juntos estratégias e planejamento para habitação, para mobilidade, e para geração de empregos. Isso passa também pela necessidade institucional de fortalecer a relação, não só da prefeitura do Recife, mas com as demais prefeituras da Região Metropolitana do Recife. O alinhamento PSB com PSB não fez o Recife andar para a frente.

João Campos

Ele ligou me parabenizando pela eleição e se colocando à disposição para durante a transição colocar as informações que a gente entender como necessárias para a construção desse momento novo que Pernambuco precisa.

Transição

A gente ganhou a eleição ontem (domingo). O governador Paulo Câmara telefonou e colocou à disposição a equipe de transição para começar o trabalho. E a gente vai precisar, nesse momento, abrir a caixa-preta do estado, porque o governo Paulo Câmara deixa um legado de um estado muito pior do que recebeu. Somos campeões de pobreza, de desemprego, pior estado para empreender do Brasil, região metropolitana mais pobre entre todas as regiões metropolitanas do Brasil, e a gente vai entender durante a transição para dentro. A gente sabe o diagnóstico para fora, precisamos fazer o diagnóstico para dentro das contas do estado. Como estão de fato as contas de Pernambuco? Seus contratos, fornecimentos, serviços, prestações de serviço, recursos humanos, patrimônio? A gente vai precisar enxergar o para dentro nesse amplo movimento de transição para traçar o diagnóstico de pernambuco e começar a trabalhar a partir de janeiro de 2023.

Lula

A gente sempre disse que o que Pernambuco precisava era de união. Do seu povo, da classe política, a gente já demonstrou que era possível fazer isso no segundo turno, quando unimos, do litoral ao Sertão, lulistas e bolsonaristas e conseguimos representar, nesse processo eleitoral, com quase 60% dos votos, que o estado está unido dentro de um projeto que possa devolver Pernambuco aos pernambucanos e reposicionar pernambuco em relação ao Nordeste e ao Brasil. Vamos apresentar ao presidente Lula os projetos importantes para garantir investimentos para o nosso estado , para fazer Pernambuco voltar a crescer, sem deixar ninguém para trás. E a gente vai procurar o presidente, assim como toda a bancada federal e senadores.

Secretariado

A gente venceu as eleições ontem (domingo). Vamos instalar a comissão de transição. Eu nem tive tempo de parar e sentar para conversar com Priscila (Krause). A gente está conversando entre um intervalo e outro entre as entrevistas, passei o dia inteiro em entrevista hoje, e a gente vai fazer essa discussão ao longo desse movimento de transição . A gente tem tempo para construir o secretariado e quem tem tempo não tem pressa.

Eleição 2024

De minha parte, seria uma irresponsabilidade, nem ter assumido o governo do estado e tratar da próxima eleição. Não falarei sobre eleição de 2024.

Raquel: “Pernambuco tem uma oportunidade histórica e não pode eleger uma candidata como Marília, que só propaga fake news”

A candidata ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra, iniciou o debate na Rádio Jornal lembrando que Pernambuco tem uma oportunidade histórica ao eleger a sua primeira mulher governadora.

Raquel fez questão de estabelecer, logo no início do debate, a diferença de trajetórias, experiências e projetos entre ela e sua adversária. “Marília recebeu o apoio de Paulo Câmara e representa a continuidade desse grupo político. Já eu me apresento com minha trajetória, de deputada estadual por dois mandatos, procuradora do Estado, delegada da Polícia Federal, e alguém que transformou a vida da população como prefeita de Caruaru por dois mandatos”, afirmou.

Ao lembrar que a próxima governadora precisa ter liderança, atitude e capacidade de tirar projetos do papel, Raquel disse que Marília tem pautado sua campanha apenas pela distribuição de fake news. Raquel lembrou que a justiça eleitoral já aplicou várias derrotas a Marília Arraes, determinando a retirada de conteúdos criminosos do ar, pela divulgação de mentiras. Raquel também já ganhou cinco minutos de direito de resposta.

“Marília continua inventando mentiras. Mente tanto que nem sente”, afirmou Raquel pedindo para os ouvintes pesquisarem no google “Marília Arraes condenada pela Justiça Eleitoral”

Foto: Janaína Pepeu

Marília Arraes e Raquel Lyra já têm o desafio de criar uma base legislativa. Elas não têm

Grupos das duas elegeram poucos deputados para Pernambuco e Brasília. 

Pela primeira vez, Pernambuco terá uma mulher ocupando o cargo mais importante do Executivo estadual, independente de quem vencer no segundo turno.

E independente de qual das mulheres nesta eleição chegar à vitória, será necessário haver muita negociação para formar bases no legislativo.

É que o Solidariedade de Marília Arraes só elegeu três deputados estaduais. E o PSDB de Raquel Lyra, também, exatamente três. Aliados da neta de Arraes nessa primeira etapa, o Avante e o PSD não elegeram ninguém para a Alepe. No caso da ex-prefeita de Caruaru, o aliado Cidadania ficou longe de ocupar uma cadeira.

Com três parlamentares, numa casa com 49 deputados, não se aprova nem a compra do cafezinho no Palácio.

Essas conversas precisam começar imediatamente. Miguel Coelho (UB) declarou apoio a Raquel. Ela poderá contar com os eleitos no futuro? O União Brasil fez cinco deputados.

Marília não teve declarações imediatas de apoio, mas poderá alcançar bases entre outros eleitos? O PP, por exemplo, quase lhe declarou apoio no início do processo e, ontem, elegeu oito deputados estaduais.

Já há, para ambas, por onde começar esta semana buscando.

E em Brasília
No caso da bancada federal, vantagem relativa para Marília. Ela conseguiu eleger dois deputados em seu grupo: a irmã, Maria Arraes (SD) e Waldemar Oliveira (Avante), irmão de seu candidato a vice. A vantagem é relativa porque são dois irmãos, da candidata e do vice, e agregam pouco em relação a votos agora. Mas, se ela for eleita terão papel importante na interlocução do governo estadual. Já Raquel terá que construir suas pontes com Brasília. Daniel Coelho (Cidadania) era seu único deputado federal com chances na chapa. Ele teve uma votação muito alta, maior que a de 2018, mas estava isolado e não conseguiu se reeleger.

 

Marília tem 35%. Raquel, Anderson e Danilo 12%. Miguel 11%

Mais um levantamento do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) apontou a liderança isolada de Marília Arraes (SD) na disputa pelo Governo do Estado. Ela aparece com 35%, enquanto que Raquel Lyra, Danilo Cabral e Anderson Ferreira pontuam com 12%. Em seguida vem Miguel Coelho com 11%.

O candidato do PTB, Wellington Carneiro, tem 1%. Entre os entrevistados, 12% disseram que não votam em nenhum dos candidatos ou preferem votar branco ou nulo. Já o percentual daqueles que disseram que não sabem ou não quiseram responder chegou ao menor patamar desde o início desta série: 4%.

Em relação a quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, Anderson Ferreira teve 27%; Danilo fica em segundo, com 20%, Marília  com 17%, Miguel com 11% e Raquel Lyra tem a menor rejeição, com 9%.

O levantamento, que foi contratado pela Folha de Pernambuco, ouviu 1 mil pernambucanos nos dias 23, 24 e 25 de setembro de 2022. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95,45%. A pesquisa foi registrada no TRE/PE sob o protocolo PE-01647/2022 e no TSE sob o protocolo BR-09992/2022.

Marília vence em todos os cenários de segundo turno na disputa pelo Governo de Pernambuco, aponta pesquisa Conectar; confira os números

O levantameto entrevistou mil eleitores entre os dias 19 e 22 de agosto de 2022. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e foi registrada no TSE sob os números: BR-03528/2022 e PE-PE-02873/2022.

A pesquisa eleitoral Conectar, divulgada nesta quarta-feira, 24 de agosto, revelou as intenções de voto para o Governo de Pernambuco. O levantamento também avaliou quatro cenários de segundo turno para o Palácio do Campo das Princesas.

Todos os cenários avaliados pela pesquisa envolvem a candidata Marília Arraes, do Solidariedade. Ela lidera a corrida pelo Governo, com 37% das intenções de voto.

A pesquisa Conectar avaliou possíveis embates de Marília Arraes contra Raquel Lyra (PSDB), Miguel Coelho (UB), Danilo Cabral (PSB) e Anderson Ferreira (PL).

De acordo com o levantamento, todos os candidatos apresentaram alta nos cenários de segundo turno, em relação à pesquisa divulgada pelo instituto em julho. O número de brancos e nulos ou “não sabe” caiu.

Ainda segundo o apontamento da Conectar, Marília Arraes vence em todos os cenários de segundo turno.

Segundo turno: Marília Arraes e Raquel Lyra

Marília Arraes: 55%

Raquel Lyra: 25%

Branco/Nulo: 14%

Não sabe: 6%

Segundo turno: Marília Arraes e Miguel Coelho

Marília Arraes: 57%

Miguel Coelho: 19%

Branco/Nulo: 17%

Não sabe: 7%

Segundo turno: Marília Arraes e Danilo Cabral

Marília Arraes: 62%

Danilo Cabral: 13%

Branco/Nulo: 18%

Não sabe: 7%

Segundo turno: Marília Arraes e Anderson Ferreira

Marília Arraes: 62%

Anderson Ferreira: 17%

Branco/Nulo: 4%

Não sabe: 7%

A pesquisa eleitoral Conectar entrevistou mil eleitores entre os dias 19 e 22 de agosto de 2022. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi registrada no TSE sob os números: BR-03528/2022 e PE-PE-02873/2022.

Da redação do Portal com informações do Blog de Jamildo

A força da aliança entre Marília Arraes e Sebastião Oliveira rumo à candidatura ao governo de Pernambuco

A candidata ao governo de Pernambuco, Marília Arraes, acertou em cheio ao escolher o seu candidato a vice-governador. Três vezes deputado estadual e duas como deputado federal, ao longo de 20 anos de vida pública, Sebastião Oliveira se consolidou como uma das principais lideranças políticas do Estado. Nas eleições de 2018, ele foi o deputado federal mais votado entre reeleitos e o quarto colocado no geral, além disso, Sebá foi o campeão de votos na região do Sertão pernambucano

A importância de Sebastião no projeto político da chapa Pernambuco na Veia ultrapassou as barreiras estaduais. Um gol de placa marcado por Oliveira foi a participação na articulação que retirou a candidatura de André Janones (Avante) à Presidência da República, para apoiar o presidente Lula. A movimentação reforçou o alinhamento do palanque de Marília Arraes com o ex-presidente.

Junto com Sebastião Oliveira, líder do Avante na Câmara dos Deputados, desembarcaram no palanque da neta de Miguel Arraes, dezenas de prefeitos, vices e ex-prefeitos, centenas de vereadores e uma infinidade de aliados.