Empresário de Beach Club é Preso Acusado de Maus-Tratos Contra Pais Idosos em Salvador

Fábio Lacerda Pipa, empresário dono de um beach club em Salvador, foi preso em flagrante na terça-feira (20) sob a acusação de maus-tratos, agressões verbais e ameaças contra seus pais idosos. O caso aconteceu no bairro da Barra, uma área nobre da capital baiana, e foi confirmado pela Polícia Civil em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (21).

Além das acusações de maus-tratos, Fábio também teria desrespeitado uma medida protetiva que o impedia de se aproximar dos pais. A medida foi solicitada em novembro de 2023 e acatada pelo Judiciário em janeiro de 2024, após diversas ameaças de agressões físicas e de morte. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada e conduziu o empresário à 14ª Delegacia Territorial da Barra.

De acordo com a delegada Mariana Ouais, que está à frente do caso, Fábio tem um histórico de ameaças e maus-tratos contra os pais, com registros desde 2014, quando respondia em liberdade. No entanto, a situação dos pais agora é ainda mais vulnerável, o que justificou a prisão em flagrante. “Esse crime é inafiançável, e já solicitamos a prisão preventiva”, afirmou a delegada.

O empresário também deverá responder pelo descumprimento da medida protetiva, além dos maus-tratos e ameaças. Após passar por exames de corpo de delito, ele permanecerá à disposição da Justiça.

Em declarações, a delegada Mariana Ouais comentou sobre possíveis motivos por trás do comportamento violento, sugerindo que havia conflitos de natureza comercial entre Fábio e seus familiares, que podem ter contribuído para as denúncias.

Fábio Lacerda Pipa é conhecido no ramo de entretenimento em Salvador, sendo proprietário de um beach club na Praia do Flamengo e outras empresas de gastronomia na Barra. Com uma presença ativa nas redes sociais, onde conta com 16 mil seguidores, o empresário já apareceu em fotos com diversas celebridades, incluindo Thiaguinho, Xand Avião e Léo Santana.

Empresário Patrick Burnett é Preso pela PF Acusado de Usar Fintech para Lavagem de Dinheiro em Esquema Bilionário

O empresário Patrick Burnett, presidente do InoveBanco e ex-líder do Lide Inovação, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de utilizar uma fintech para conduzir operações milionárias de lavagem de dinheiro. O esquema envolvia transações com imóveis e veículos de luxo, além de instituições financeiras que, alegadamente, deixaram de relatar movimentações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A prisão de Burnett aconteceu no âmbito da “Operação Concierge”, que investiga fintechs não autorizadas pelo Banco Central (BC) oferecendo serviços bancários, como contas e transferências. Essas fintechs operavam por meio de instituições reguladas, como o BS2 e a Adiq, possibilitando a movimentação de grandes somas sem o devido monitoramento. De acordo com a investigação, o InoveBanco movimentou cerca de R$ 7 bilhões desde sua fundação em 2019.

Uma das táticas utilizadas no esquema envolvia “contas gráficas”, que não são abertas em nome dos verdadeiros titulares, permitindo que os envolvidos escondessem bens e evitassem bloqueios judiciais. A Receita Federal detectou transações com veículos de luxo que indicavam superfaturamento — uma prática comum em casos de lavagem de dinheiro. Também foram identificadas operações imobiliárias suspeitas, onde imóveis eram adquiridos por valores bem abaixo do mercado e revendidos posteriormente por quantias inflacionadas.

Aedi Cordeiro, contador envolvido no esquema, foi identificado como gestor de várias fintechs clandestinas, incluindo o T10 Bank, que supostamente mantinha vínculos com o crime organizado. As investigações sugerem que instituições como o BS2 podem ter omitido informações cruciais sobre essas transações do Coaf, facilitando a continuidade das operações ilegais.

A defesa de Patrick Burnett e do InoveBanco afirma que a empresa e seu proprietário sempre agiram de forma ética e estão colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos. O BS2, por sua vez, nega qualquer envolvimento com as irregularidades e afirma ter encerrado os serviços para o InoveBanco assim que tomou conhecimento das suspeitas.

A Operação Concierge, que resultou na prisão de 14 suspeitos, visa expor como essas fintechs clandestinas estavam sendo usadas para movimentar bilhões em recursos ilícitos, comprometendo a integridade do sistema financeiro.