Empresário acusado de aplicar golpes com empréstimos é preso; prejuízo chega a R$ 740 mil

Rodrigo Araújo Costa, de 27 anos, foi preso nesta quinta-feira (17) em Boa Vista, acusado de estelionato por liderar um esquema de fraudes com empréstimos, causando prejuízos de R$ 740 mil. Sua esposa e cúmplice, Eryca Menezes Carneiro, de 31 anos, está foragida. A empresa do casal, Master Cred Promotora, é acusada de aplicar golpes em pessoas vulneráveis, como migrantes, idosos, indígenas e deficientes.

Em novembro de 2023, denúncias começaram a surgir contra a Master Cred Promotora, envolvendo migrantes venezuelanos em Boa Vista. Entre as vítimas, está um casal que pretendia usar o dinheiro do empréstimo para o tratamento de seu filho de 9 anos, além de uma jovem que buscava comprar uma cadeira de rodas para sua filha, que possui deficiência.

Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia convencer as vítimas, que recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do INSS, a contratarem empréstimos consignados e investirem o valor na empresa, sob a falsa promessa de retorno com juros. No entanto, o dinheiro nunca era devolvido, e as vítimas ficavam responsáveis pelo pagamento das parcelas dos empréstimos.

Rodrigo já possuía 28 boletins de ocorrência registrados contra ele, e a polícia confirmou que as investigações estão em andamento há dois meses. O empresário alegou em seu depoimento que não conseguiu realizar os pagamentos prometidos porque “não tinha mais dinheiro”, afirmando que grande parte dos valores foi utilizada para a compra de um veículo.

O mandado de prisão preventiva foi emitido devido à gravidade das acusações, e Rodrigo será apresentado em uma audiência de custódia nesta sexta-feira (18). Enquanto isso, as autoridades continuam buscando localizar Eryca, que segue foragida. A população pode colaborar com informações sobre seu paradeiro através do número 095-98414-1629, conforme divulgado pelo delegado responsável.

Caso Odebrecht: ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, é condenado a 20 anos de prisão

Em uma decisão de grande impacto na política peruana, o ex-presidente Alejandro Toledo foi condenado nesta segunda-feira (21) a 20 anos e seis meses de prisão. A sentença, proferida pelo Segundo Juizado Colegiado da Corte Superior Nacional de Justiça Penal Especializada, marca um ponto crucial na luta contra a corrupção no país. Toledo foi acusado de conluio agravado e lavagem de dinheiro no escândalo envolvendo a Odebrecht, uma das maiores construtoras do Brasil.

O julgamento, acompanhado de perto pela mídia internacional, revela o envolvimento de Toledo em um esquema de suborno em que ele teria favorecido a Odebrecht na concessão de contratos para os trechos 2 e 3 da Rodovia Interoceânica Sul, recebendo, em troca, uma propina de 35 milhões de dólares. Esse caso é parte de um escândalo global que abalou governos em toda a América Latina, expondo como projetos de infraestrutura foram usados para desviar recursos e lavar dinheiro.

O advogado de Toledo, Roberto Su, anunciou que recorrerá da sentença, destacando que a batalha legal ainda não terminou. No entanto, a condenação já é vista como um marco histórico no combate à impunidade, com o promotor José Domingo Pérez reforçando que a decisão envia “uma mensagem clara de que a corrupção não ficará impune”.

A condenação de Toledo, que governou o Peru de 2001 a 2006, agrava a crise política no país, que já enfrentou a prisão e julgamento de outros ex-presidentes, como Alberto Fujimori e Pedro Castillo. O episódio evidencia a necessidade urgente de reformas no sistema político peruano, que luta para reconquistar a confiança pública e estabilizar a economia em meio a sucessivas denúncias de corrupção.

A extradição de Toledo dos Estados Unidos para o Peru também sublinha a importância da cooperação internacional no combate a crimes financeiros. O sistema judiciário peruano, ao lidar com casos de alta complexidade como esse, reforça sua posição na aplicação rigorosa da lei e no enfrentamento à corrupção sistêmica.

Ex-jogador do Palmeiras, Jorge Valdivia é preso por acusação de abuso sexual no Chile

O ex-jogador chileno Jorge Valdivia, ídolo do Palmeiras e da seleção do Chile, foi detido nesta terça-feira (22) sob a acusação de envolvimento em um crime sexual, conforme informado pelo Ministério Público do Chile. A detenção ocorre enquanto Valdivia aguarda formalização da denúncia, que está prevista para ocorrer ainda hoje.

Valdivia, de 41 anos, divulgou um comunicado negando com veemência as acusações de agressão sexual, afirmando que a relação envolvida foi consensual com uma mulher adulta. O ex-jogador se comprometeu a colaborar com as investigações para esclarecer os fatos.

Conhecido como um dos integrantes da ‘Geração Dourada’ do futebol chileno, Valdivia foi peça fundamental nas conquistas da Copa América de 2015 e da edição Centenário de 2016. Além de ter defendido o Palmeiras, ele jogou por clubes como Colo-Colo, Al-Ain, Al-Wahda, Monarcas, Necaxa e Rayo Vallecano. Desde sua aposentadoria em julho de 2022, Valdivia tem atuado como comentarista esportivo.

Coronel Alberto Feitosa convoca parlamentares a apoiar o Hospital do Câncer de Pernambuco

Deputado estadual destina R$ 200 mil ao HCP e pede mais emendas para fortalecer o atendimento oncológico pelo SUS.

O HCP (Hospital do Câncer de Pernambuco) atende 51% dos pernambucanos com problemas oncológicos, pelo SUS. A informação foi repassada por Sidney Batista Neves, superintendente geral do Hospital, em visita ao gabinete do deputado estadual Coronel Alberto Feitosa.

O parlamentar recebeu uma placa com todas as emendas destinadas por ele à unidade de saúde. Um total de R$ 690mil que se somarão a mais R$ 200mil em emendas parlamentares que ele está destinando pra instituição este ano.

“As emendas parlamentares são muito importantes para ajudar na melhoria de serviços oferecidos pelo HCP”, reforçou Sidney.

Coronel Alberto Feitosa aproveitou a homenagem para convidar os colegas da Assembleia Legislativa, deputados federais e senadores a também destinarem emendas parlamentares ao Hospital do Câncer de Pernambuco. “Se os parlamentares contribuírem com a destinação de emendas, o HCP que já é uma referência no país, no atendimento oncológico, poderá ampliar ainda mais sua capacidade de atendimento”, reforçou Feitosa.

O parlamentar é autor da Lei que obriga que 50% das emendas de todos os parlamentares sejam destinadas à saúde. O HCP está entre as 4 entidades filantrópicas do país que são 100% SUS e 100% oncológicas entre as 1.819 instituições.