Com o Brasil fora da Copa, empresas voltam a disputar a atenção do consumidor nos buscadores

Especialista aponta que marcas que investiram em SEO e produção de conteúdo antes do Mundial tendem a atravessar o período de desaceleração com menos impacto nas vendas

A eliminação do Brasil da Copa do Mundo costuma marcar o fim de um período de forte movimentação para diversos setores da economia. Bares, restaurantes, supermercados, e-commerces, varejistas e empresas que estruturaram campanhas em torno da competição naturalmente enfrentam uma redução no ritmo de consumo após o encerramento da participação da Seleção. Esse movimento, no entanto, não atinge todas as empresas da mesma maneira.

Para Giovanni Ballarin, estrategista digital e fundador da agência Mestres, os negócios que construíram presença digital de forma consistente chegam a esse momento em vantagem. Enquanto parte do mercado procura novas ações para recuperar o volume de vendas, essas empresas continuam sendo encontradas diariamente por consumidores que pesquisam soluções na internet.

“A Copa cria um pico de atenção, mas ela passa. O comportamento de pesquisar antes de comprar permanece. É justamente por isso que empresas que trabalham presença digital durante o ano inteiro sofrem menos quando termina um grande evento como esse”, afirma.

Na avaliação do especialista, um dos erros mais comuns é concentrar praticamente todo o orçamento em campanhas sazonais, deixando em segundo plano iniciativas que geram resultados contínuos.

“O empresário costuma investir muito para aparecer durante alguns dias, mas pouco para ser encontrado todos os outros. Quando termina o evento, a campanha acaba junto. Já quem investiu em conteúdo e posicionamento continua recebendo visitas, gerando oportunidades e fechando negócios.”

Segundo Ballarin, a jornada de compra mudou significativamente nos últimos anos. Antes de decidir uma compra, consumidores pesquisam avaliações, consultam comparativos, assistem a vídeos, buscam recomendações e procuram empresas que demonstrem conhecimento sobre aquilo que oferecem.

Nesse contexto, estar bem posicionado nos buscadores deixou de ser apenas uma questão técnica.

“Hoje não basta existir na internet. É preciso ser relevante. Quando alguém faz uma pesquisa, o buscador procura entregar a resposta que considera mais útil. Empresas que produzem conteúdo consistente aumentam suas chances de aparecer exatamente nesse momento.”

O especialista ressalta que esse conceito vai além do Google. A busca por informações acontece em diferentes plataformas, como YouTube, marketplaces, redes sociais e, cada vez mais, ferramentas baseadas em inteligência artificial.

“O consumidor não pensa mais em canais. Ele simplesmente procura respostas. Pode pesquisar no Google, perguntar para uma IA, buscar um vídeo ou consultar uma rede social. Para as empresas, o desafio é construir autoridade em todos esses ambientes.”

Na prática, isso significa que artigos, estudos de caso, páginas institucionais bem estruturadas, conteúdos educativos e informações atualizadas passaram a desempenhar um papel importante na geração de negócios.

Ballarin observa que empresas que iniciaram esse trabalho meses ou anos antes da Copa tendem a enfrentar menos oscilações agora que o torneio já não mobiliza o consumidor brasileiro.

“SEO não produz resultado da noite para o dia. É um trabalho de construção. Quem começou antes está colhendo agora. Quem deixou para pensar nisso apenas quando as vendas desaceleraram provavelmente vai precisar de mais tempo para recuperar espaço.”

Para o estrategista, a saída do Brasil da Copa representa também uma mudança de foco para o mercado. Se durante o torneio boa parte da comunicação estava voltada para o calendário esportivo, agora as empresas precisam voltar a disputar atenção com base em relevância, informação e confiança.

“O consumidor continua comprando. O que muda é o motivo da compra. Sem o fator emocional da Copa, ele passa a pesquisar mais, comparar mais e decidir com mais calma. É nesse cenário que uma estratégia consistente de conteúdo faz diferença.”

Na visão de Ballarin, a principal lição para empresários é que grandes eventos devem potencializar uma estratégia de marketing, e não sustentá-la.

“Empresas que dependem exclusivamente de datas comemorativas vivem de picos. Empresas que investem continuamente em presença digital constroem uma operação comercial muito mais previsível. No fim das contas, o objetivo não é vender apenas durante a Copa. É ser encontrado todos os dias do ano.”

Sobre Giovanni Ballarin

Giovanni é fundador e CEO da Mestres, atua no mercado de Marketing Digital há mais de 23 anos. Especialista em Geração de Demanda pela Internet já posicionou mais de 3.500 empresas no Google e ChatGPT.

Sobre a Mestres 

A Mestres é uma agência de marketing digital e presença online, especializada em criação de sites, estratégias de marketing digital, geração de leads e oportunidades de negócio para empresas de diferentes setores. Pensada e estruturada por Giovanni Ballarin, a empresa nasceu para preencher uma lacuna de mercado relacionada à eficiência e inteligência embarcada em portais e sites voltados a variados segmentos de negócios. Para empresas que buscam crescimento previsível e dominância dos ambientes digitais frente a seus concorrentes, a Mestres é uma agência digital que entrega uma metodologia exclusiva que engloba todas as soluções de marketing digital com foco em geração de leads qualificadas. Ao contrário das agências tradicionais que focam nos meios (Ferramentas), a Mestres fala sobre Crescimento, Previsibilidade e Resultado (Ativo gerador de caixa), os meios (Ferramentas) são apenas o caminho para atingir o objetivo central. Há mais de uma década, a empresa atua no mercado nacional e internacional e já impactou positivamente a trajetória de milhares de negócios. A empresa conta com um método proprietário e exclusivo, validado em mais de 4 mil empresas e direcionado à orientação de processos de análise, planejamento e execução das estratégias, com foco em conversão e crescimento sustentável para os clientes.

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A vida também ensina quando perdemos

Em reflexão sobre vitórias, derrotas e crescimento pessoal, a psicóloga e escritora Marcia Bortolanza mostra como as perdas podem fortalecer a sabedoria, a integridade e a capacidade de seguir em frente

Coluna Por Marcia Bortolanza
Escritora e Psicóloga

Desde muito cedo somos ensinados a competir. Celebramos quem chega primeiro, quem conquista mais, quem acumula medalhas, títulos e reconhecimento. Quase ninguém, porém, nos ensina a lidar com aquilo que inevitavelmente também faz parte da existência: as perdas.

Perdemos oportunidades, relacionamentos, sonhos, pessoas e, muitas vezes, perdemos até mesmo a imagem que construímos de nós mesmos. E talvez seja justamente nesses momentos que a vida realize seu trabalho mais profundo.

A vitória costuma alimentar a autoestima. A derrota, quando bem compreendida, alimenta a sabedoria.

É comum associarmos o fracasso à incapacidade. Mas, sob o olhar da psicologia, o verdadeiro fracasso acontece quando desistimos de aprender. Quem transforma uma perda em crescimento jamais saiu derrotado. Apenas percorreu um caminho diferente daquele que imaginava.

Também é preciso aprender a vencer. O sucesso pode revelar grandezas, mas também pode expor vaidades, arrogâncias e a ilusão de que somos autossuficientes. A verdadeira conquista não precisa diminuir ninguém. Ela acolhe, inspira e reconhece que toda caminhada foi construída com esforço, apoio e oportunidades.

Há pessoas que vencem competições, mas perdem amigos. Alcançam posições importantes, mas deixam para trás a humildade. Conquistam aplausos, porém silenciam a própria consciência. Que vitória é essa?

Por outro lado, existem aqueles que atravessam derrotas com serenidade, preservam seus valores, respeitam quem pensa diferente e continuam acreditando na vida. Esses talvez não ocupem o primeiro lugar no pódio, mas ocupam um lugar muito mais importante: o da integridade.

A vida muda o tempo todo. Quem hoje vence poderá perder amanhã. Quem hoje chora uma derrota talvez esteja apenas sendo preparado para uma conquista ainda maior. Por isso, nem o sucesso deve nos tornar soberbos, nem o fracasso deve nos fazer desistir.

No fim das contas, o que permanece não é o placar da vida, mas a pessoa que nos tornamos durante o jogo.

Porque ganhar é circunstancial. Crescer é permanente. E essa é, sem dúvida, a vitória que realmente vale a pena.