Raquel Lyra lidera cenário espontâneo em pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco

Governadora aparece com 24% das citações quando os eleitores escolhem livremente o nome do candidato, superando João Campos; levantamento ouviu 1.022 pessoas entre 2 e 4 de fevereiro

A pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco – divulgada nesta sexta-feira (6) pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru, e pelo Blog do Elielson – mostra João Campos com 47% dos votos totais no cenário estimulado, contra 35% de Raquel Lyra. Eduardo Moura tem 5%, já Ivan Moraes, 1%. Brancos ou Nulos foram 10%, enquanto que 2% não souberam ou não responderam. O Instituto Datafolha reuniu 1.022 pessoas entre os dias 2 e 4 de fevereiro. A margem de erro é de 3% e o grau de confiança é de 95%.

Cenário estimulado

João Campos – 47%
Raquel Lyra – 35%
Eduardo Moura – 5%
Ivan Moraes – 1%
Brancos ou Nulos – 10%
NS/NR – 2%

Cenário espontâneo

Já no cenário espontâneo, quando os entrevistados citam os candidatos que pretendem votar, João Campos aparece com 18%, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, tem 24%. Outros candidatos não alcançaram 1%, enquanto que os votos brancos e nulos chegaram a 11%. Não souberam ou não responderam 39% dos entrevistados.

Raquel Lyra – 24%
João Campos – 18%
Brancos ou Nulos – 11%
NS/NR – 39%

A pesquisa foi registrada no TSE: PE-09595/2026 e BR-06559/2026

João Campos tem gestão mal avaliada e Recife cai no maior ranking de serviços públicos do Brasil

Levantamento do Instituto Veritá mostra que a capital pernambucana ficou fora do top 10 nacional e aparece entre as piores do Nordeste em áreas essenciais

O Recife vive um momento de forte desgaste na avaliação da gestão municipal. Dados do Instituto Veritá, responsável pelo maior levantamento independente sobre serviços públicos do Brasil, mostram que a capital pernambucana ficou fora do top 10 das capitais com melhor desempenho. A pesquisa foi realizada em dezembro de 2025, com dados preliminares divulgados na segunda semana de janeiro de 2026, e revela que o município não atingiu a nota mínima de 4,9 necessária para integrar o grupo de excelência.

A maioria dos recifenses avalia de forma negativa a prestação de serviços essenciais e aponta falhas graves na transparência, no apoio social e no atendimento direto ao cidadão, indicando que a gestão do prefeito João Campos enfrenta uma crise de credibilidade.

O abismo da transparência

A nota 3,2 em Transparência (informações e gastos públicos) coloca o Recife em posição delicada no Nordeste. A capital empata com Teresina e supera apenas Natal (3,1), ficando muito atrás de São Luís (4,7) e Maceió (4,2). Para a maioria da população, o acesso a dados sobre o uso dos recursos públicos é insuficiente, o que dificulta o controle social e amplia a desconfiança na gestão.

Saúde mental em crise

Um dos piores desempenhos individuais do Recife está no apoio ao tratamento de dependência química, com nota 3,1 — abaixo da média nacional de 3,5. O dado evidencia uma lacuna severa na rede de proteção social e de saúde mental, em uma área de extrema sensibilidade.

Atendimento deficiente

O atendimento ao cidadão também aparece entre os piores indicadores, com nota 3,6. O resultado reflete a dificuldade da população em ter suas demandas resolvidas nos canais oficiais da prefeitura, reforçando a percepção de lentidão e ineficiência da máquina pública municipal.

O teto de vidro da excelência

Mesmo nos serviços considerados “melhores”, o Recife segue distante do padrão de excelência das capitais líderes. A limpeza urbana, melhor área avaliada na cidade, recebeu nota 5,3, enquanto Boa Vista alcançou 7,8. O contraste mostra que, mesmo onde a gestão local se destaca, ainda há grande distância em relação às referências nacionais.

Entre ilhas e abismos

Áreas como coleta de lixo (6,4) e educação (5,1) aparecem acima da média geral da cidade, mas não são suficientes para elevar o desempenho do Recife. No cenário regional, capitais como São Luís (5,7) e Maceió (5,4) se consolidam como exemplos, enquanto a capital pernambucana permanece marcada por opacidade administrativa e fragilidade social.

Os dados do Instituto Veritá apontam que a crise vai além de números: trata-se de uma ruptura na confiança entre a população e a gestão municipal. Enquanto outras capitais avançam, o Recife segue distante do padrão de excelência, com uma sociedade que cobra mais transparência, eficiência e políticas públicas que saiam do papel e cheguem a quem mais precisa.

MPSP denuncia ex-prefeito de Cubatão por estupro contra servidora

Ademário da Silva Oliveira (PSDB) é acusado de crime ocorrido em 2020; defesa afirma que ele é inocente e que não houve indiciamento ao fim do inquérito

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o ex-prefeito de Cubatão Ademário da Silva Oliveira (PSDB) por um suposto estupro cometido contra uma servidora, durante seu mandato na cidade paulista.

O crime teria ocorrido durante uma festa de aniversário, em outubro de 2020. A servidora, na época funcionária da Secretaria da Municipal de Cultura, apresentou denúncia contra o ex-prefeito no ano passado. O processo tramita em segredo de Justiça.

Procurada, a defesa de Ademário da Silva afirmou que ele é inocente e que confia na Justiça e no devido processo legal.

Em que pese a denúncia oferecida pelo Ministério Público, é fundamental destacar que, ao final das investigações conduzidas pela Polícia Civil — autoridade que teve acesso direto e integral a todos os elementos probatórios colhidos na fase investigativa —, não houve o indiciamento de nosso cliente”, diz a nota assinada pelo advogado Octavio Rolim.

Alceu Valença é o artista da vez a se apresentar no Tiny Desk Brasil

Versão brasileira do programa já contou com participações de nomes como João Gomes e Liniker; especial com Alceu Valença já está disponível

O ícone da Música Popular Brasileira (MPB) e pernambucano Alceu Valença é o próximo artista a se apresentar no Tiny Desk Brasil, versão nacional do programa estadunidense “Tiny Desk Concerts” de shows intimistas.

Alceu Valença no Tiny Desk

O anúncio da participação do cantor foi feito na manhã desta terça-feira (20), em uma publicação conjunta entre os perfis do artista e do programa no Instagram.

No texto, o Tiny Desk brinca com o contraste entre os shows ao ar livre de Alceu, que arrastam multidões, com cenário dessa apresentação: um pequeno, aconchegante e bem decorado escritório.

Onde assistir ao Tiny Desk de Alceu Valença?

A apresentação especial foi disponibilizada às 11h desta terça-feira (20) no canal do YouTube do Tiny Desk Brasil, pouco após o anúncio da presença do artista. O show de Alceu e banda tem duração de 22 minutos e traz clássicos como “Girassol”, “Tropicana” e “La Belle de Jour”.

Licitações e contratos: os impactos da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021)

A Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021) representa uma das mais relevantes reformas do direito administrativo brasileiro nas últimas décadas. Ao substituir gradualmente a Lei nº 8.666/1993, o Pregão (Lei nº 10.520/2002) e o RDC, o novo marco busca modernizar as contratações públicas, fortalecer a governança e reduzir riscos de corrupção e ineficiência.

Objetivos centrais da Lei nº 14.133/2021

A nova legislação foi estruturada para responder a problemas históricos das contratações públicas, com foco em:

Planejamento e gestão de riscos

Transparência e controle

Profissionalização da administração pública

Eficiência e economicidade

Segurança jurídica para gestores e contratados

A lógica do “planejar antes de contratar” tornou-se um eixo estruturante do sistema.

Planejamento como etapa obrigatória

Um dos maiores impactos práticos da nova lei é a exigência de planejamento robusto, materializado por instrumentos como:

Estudo Técnico Preliminar (ETP)

Análise de riscos

Termo de referência mais detalhado

Plano de contratações anual

Essa mudança desloca o foco da licitação do ato final para todo o ciclo da contratação, reduzindo improvisos e falhas estruturais.

Novos regimes e modalidades

A Lei nº 14.133/2021 consolidou modalidades e introduziu novidades importantes, como:

Diálogo competitivo, voltado a contratações complexas

Critérios de julgamento mais flexíveis

Ampliação do uso do contrato integrado e semi-integrado

Esses instrumentos permitem soluções mais inovadoras, especialmente em projetos de tecnologia, infraestrutura e serviços especializados.

Fortalecimento da governança e do compliance público

Outro avanço significativo é a valorização da governança nas contratações públicas. A nova lei incentiva:

Estruturas internas de controle

Programas de integridade (compliance)

Segregação de funções

Responsabilização proporcional de agentes públicos

Essas medidas reduzem riscos de responsabilização indevida e aumentam a confiabilidade dos processos licitatórios.

Impactos para empresas contratadas

Para o setor privado, a nova lei traz tanto oportunidades quanto desafios. Entre os principais impactos estão:

Exigência de maior organização documental

Necessidade de compliance e integridade corporativa

Mais previsibilidade contratual

Redução de cláusulas excessivamente genéricas

Empresas preparadas tendem a competir em ambiente mais equilibrado e transparente.

Responsabilização e segurança jurídica

A Lei nº 14.133/2021 redefine parâmetros de responsabilização, buscando afastar punições automáticas e valorizar a análise de dolo, erro grosseiro e boa-fé do agente público. Isso representa um avanço importante na segurança jurídica dos gestores, historicamente expostos a riscos elevados.

Comentário do advogado Adonis Martins Alegre

“A Nova Lei de Licitações promove uma mudança de mentalidade na administração pública. O foco deixa de ser apenas o procedimento formal e passa a ser a governança, o planejamento e a gestão de riscos. Isso fortalece a segurança jurídica tanto do gestor público quanto das empresas contratadas, desde que a lei seja aplicada com técnica e responsabilidade.”, destaca o advogado Adonis Martins Alegre.

Desafios de implementação

Apesar dos avanços, a implementação da nova lei ainda enfrenta obstáculos, como:

Falta de capacitação técnica de servidores

Resistência cultural à mudança

Necessidade de adequação dos órgãos de controle

Curva de aprendizado para empresas e administrações

A transição exige investimento em treinamento, tecnologia e padronização de procedimentos.

Conclusão

A Lei nº 14.133/2021 inaugura um novo paradigma nas licitações e contratos administrativos, pautado por planejamento, governança e integridade. Seus impactos são profundos e tendem a se consolidar à medida que órgãos públicos e empresas se adaptam ao novo modelo.

Como ressalta o advogado Adonis Martins Alegre, a correta aplicação da Nova Lei de Licitações é fundamental para transformar o avanço legislativo em contratações mais eficientes, seguras e alinhadas ao interesse público, promovendo desenvolvimento com responsabilidade e transparência.