Em Brasília, Hélio Guabiraba se reúne com ministro André de Paula

Cumprindo uma série de agendas em Brasília, o vice-presidente da Casa de José Mariano, vereador Hélio Guabiraba (PSB), participou da posse e foi recebido pelo novo ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.

O parlamentar disse que não podia deixar de prestigiar esse momento histórico já que a posse de André de Paula marca o retorno do Ministério da Pesca e Aquicultura ao governo federal. A pasta havia deixado de existir em 2015.

Hélio Guabiraba ressaltou que o trabalho de André de Paula será fundamental. “Para ajudar na transformação que tanto queremos pro nosso Brasilzão. Foi uma grande honra participar desse momento na sua vida, André. São mais de 30 anos de amizade e sempre acompanhei de perto a sua história gigante”, disse empolgado.

O vice-presidente da Câmara do Recife também falou que aprovou o discurso de posse do novo ministro. “Como André de Paula disse: o momento é de reconstrução, união e resgate. E concordo quando André destacou que a recriação do ministério expressa um decisivo momento para o Brasil e um gesto valioso do governo do presidente Lula. Conte comigo, André. Vamos trabalhar juntos por um novo Brasil”.

O vereador do Recife ainda colocou seu mandato a disposição do Ministério para ajudar no que for possível, sendo uma espécie de elo com várias comunidades da capital pernambucana que abrigam muitos moradores que vivem da pesca artesanal. “Estou a disposição do ministro e dos pescadores artesanais para contribuirmos com o desenvolvimento das comunidades que sobrevivem dessa forma na nossa cidade”, finalizou.

Escritórios de advocacia investigados por uso de documentos falsos na Bahia são alvos de operação do MP

O Ministério Público estadual (MP-BA) cumpriu seis mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (24), em Salvador, durante a operação Data Venia, deflagrada contra quatro advogados e seus respectivos escritórios, que atuavam de forma independente e autônoma na capital baiana. A ação ainda apreendeu 10 mil dólares em espécie, documentos e celulares. Ninguém foi preso.

De acordo com o órgão estadual, os advogados participavam de um esquema conhecido como advocacia predatória, que consiste no ajuizamento em massa de ações com pedidos semelhantes para uma pessoa ou um grupo específico. Apenas um dos escritórios ajuizou, ao menos, 2.653 ações contra um único banco, entre os anos de 2020 e 2022, utilizando-se de falsificação e uso de documentos falsos.

As investigações apontaram ainda que diversas ações judiciais foram propostas sem o conhecimento das partes, ou em favor de parte autora já falecida, como se ainda estivesse viva.

Escritórios de Salvador investigados por uso de documentos falsos e apropriação indébita foram alvos de operação do MP-BA nesta quarta (24) — Foto: Divulgação/MP-BA

 

De acordo com levantamento realizado pelo Centro de Inteligência da Justiça Estadual da Bahia (CIJEBA) do Tribunal de Justiça, foram ajuizadas milhares de ações judiciais, sobretudo perante as Varas do Juizado Especial de Defesa do Consumidor, em face de uma mesma instituição bancária, com uso de documentos adulterados.

Os seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada de Salvador, foram cumpridos nos bairros do Horto Florestal, Caminho das Árvores, Graça e Comércio.

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros do Horto Florestal, Caminho das Árvores, Graça e Comércio — Foto: Divulgação/MP-BA

Além do cumprimento de mandados, foi determinada a suspensão do exercício da atividade de advocacia dos investigados e a indisponibilidade de ativos na ordem de R$ 309.151,00 de dois escritórios de advocacia e de seus sócios.

A operação, deflagrada pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), resulta de procedimento investigatório criminal que apura a prática dos crimes de uso e falsificação de documento particular e apropriação indébita, previstos nos artigos 298, 304 e 168 do Código Penal Brasileiro.

Oito promotores de Justiça participaram da operação, com o apoio da Polícia Civil, por meio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e de seis advogados indicados pela OAB-BA.

Por meio de nota, o escritório Solino e Oliveira Advogados Associados, representado pelos advogados Pedro Francisco Guimarães Solino e João Luiz de Lima Oliveira Junior, informou que “recebeu com surpresa e indignação as acusações”. [Confira nota na íntegra abaixo]

 

Nota de pronunciamento do escritório Solino e Oliveira Advogados Associados

 

“Com relação à Operação Data Venia, deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, o escritório Solino e Oliveira Advogados Associados, representado pelos advogados Pedro Francisco Guimarães Solino e João Luiz de Lima Oliveira Junior, vem a público esclarecer que recebeu com surpresa e indignação acusações, que, em verdade, representam uma clara tentativa de criminalização do exercício regular e combativo da advocacia, na busca da preservação dos direitos de seus clientes e constituintes, em sua maioria aposentados e pensionistas, que sofrem com práticas arbitrárias e abusivas perpetradas por grandes e poderosas instituições financeiras que atuam no Brasil e que precisam ser levadas à apreciação do Poder Judiciário.

Estamos absolutamente tranquilos quanto ao exercício regular da advocacia por todos aqueles que compõem a nossa equipe e inteiramente à disposição das Autoridades (Polícia, Ministério Público e Poder Judiciário) para prestar todas as informações, dados e materiais necessários ao bom andamento das investigações e ao integral esclarecimento dos fatos, quando, ao final, a justiça prevalecerá.

Aproveitamos esta oportunidade para tranquilizar e reafirmar aos nossos clientes, amigos e colaboradores a integridade, idoneidade e transparência do nosso escritório em cada demanda confiada a nós.”

Promotores de Justiça participaram da operação nesta quarta-feira (24), em Salvador, com o apoio da Polícia Civil, por meio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e de advogados indicados pela OAB-BA — Foto: Divulgação/MP-BA

Operação do MP mira escritórios de advocacia na Bahia por suspeitas de falsificação de documentos

Na manhã desta quarta-feira (24), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) executou seis mandados de busca e apreensão em Salvador, como parte da operação Data Venia. A ação teve como alvo quatro advogados e seus respectivos escritórios, que atuavam de forma independente na capital baiana. Durante a operação, foram confiscados 10 mil dólares em dinheiro, além de documentos e celulares. Até o momento, não houve detenções.

Segundo informações do MP-BA, os advogados estão envolvidos em um esquema denominado advocacia predatória, caracterizado pela propositura em massa de ações com solicitações similares voltadas a uma única pessoa ou grupo específico. Um dos escritórios investigados apresentou pelo menos 2.653 ações contra um único banco entre 2020 e 2022, utilizando-se de documentos falsificados e falsificação.

A investigação revelou que várias ações judiciais foram ajuizadas sem o conhecimento dos envolvidos ou em nome de pessoas já falecidas, como se ainda estivessem vivas.

A operação realizada pelo MP-BA nesta quarta-feira (24) teve como foco escritórios de Salvador suspeitos de utilizar documentos fraudulentos e apropriação indébita — Foto: Divulgação/MP-BA

 

Conforme um levantamento do Centro de Inteligência da Justiça Estadual da Bahia (CIJEBA), milhares de processos foram abertos principalmente nas Varas do Juizado Especial de Defesa do Consumidor contra uma mesma instituição financeira, utilizando documentos adulterados.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada de Salvador e cumpridos em locais como Horto Florestal, Caminho das Árvores, Graça e Comércio.

Além dos mandados cumpridos, a operação resultou na suspensão das atividades advocatícias dos investigados e na indisponibilidade de ativos no valor total de R$ 309.151,00 pertencentes a dois escritórios e seus sócios.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e é parte de um inquérito criminal que investiga os crimes previstos nos artigos 298, 304 e 168 do Código Penal Brasileiro relacionados ao uso e à falsificação de documentos particulares.

Oito promotores de Justiça participaram da operação, com apoio da Polícia Civil por meio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e com a colaboração de seis advogados indicados pela OAB-BA.

Em nota oficial, o escritório Solino e Oliveira Advogados Associados, representado pelos advogados Pedro Francisco Guimarães Solino e João Luiz de Lima Oliveira Junior, expressou surpresa e indignação diante das acusações recebidas. [Confira nota na íntegra abaixo]

 

Nota de pronunciamento do escritório Solino e Oliveira Advogados Associados

 

“Em relação à Operação Data Venia promovida pelo Ministério Público do Estado da Bahia, o escritório Solino e Oliveira Advogados Associados manifesta seu espanto diante das acusações que configuram uma tentativa clara de criminalizar a prática legítima da advocacia. Nosso trabalho visa defender os direitos dos nossos clientes—na maioria aposentados e pensionistas—que enfrentam abusos por parte das grandes instituições financeiras atuantes no Brasil.”

“Estamos tranquilos quanto ao exercício regular da advocacia por nossa equipe e nos colocamos à disposição das autoridades (Polícia, Ministério Público e Poder Judiciário) para fornecer todas as informações necessárias ao completo esclarecimento dos fatos. Ao final deste processo, a justiça prevalecerá.”

“Aproveitamos para assegurar aos nossos clientes, amigos e colaboradores sobre a integridade, idoneidade e transparência do nosso trabalho em cada demanda confiada a nós.”

Promotores participaram da operação em Salvador nesta quarta-feira (24), com apoio da Polícia Civil através da Coordenação de Operações Especiais (Core) juntamente com advogados designados pela OAB-BA — Foto: Divulgação/MP-BA