Edson José Bandeira Braga Filho destaca que o futuro do empreendedorismo exigirá mais sabedoria do que inteligência

Para Edson Braga, em um mundo no qual inteligência artificial, algoritmos e dados tornarão decisões cada vez mais rápidas e precisas, o verdadeiro diferencial dos líderes estará na capacidade de escolher o que não fazer e compreender o impacto humano de cada decisão

A tecnologia está ampliando rapidamente a capacidade das empresas de analisar informações, prever cenários, automatizar processos e tomar decisões.

Planilhas tornam-se mais sofisticadas.

Algoritmos conseguem processar volumes de informação que seriam impossíveis para uma equipe humana analisar manualmente.

Ferramentas de inteligência artificial ajudam empresas a interpretar dados, organizar operações, criar estratégias e identificar padrões.

Mas, para Edson José Bandeira Braga Filho, também conhecido como Edson Braga, quanto mais inteligência estiver disponível, maior poderá ser a necessidade de uma qualidade que nenhuma ferramenta deveria substituir:

sabedoria.

Em uma reflexão sobre inteligência artificial, empreendedorismo e liderança, Edson chama atenção para uma transformação que poderá definir os empresários das próximas décadas.

Segundo ele, o futuro não pertencerá necessariamente a quem possuir mais informação.

Pertencerá a quem souber o que fazer com ela.

E, talvez ainda mais importante, a quem desenvolver consciência suficiente para saber o que não fazer.

O mundo empresarial terá cada vez mais inteligência disponível

Durante muito tempo, conhecimento representou vantagem competitiva.

Quem possuía melhores informações conseguia decidir antes.

Quem entendia determinado mercado tinha vantagem sobre concorrentes.

Quem conseguia interpretar números com mais precisão tomava decisões melhores.

A inteligência artificial modifica parte dessa dinâmica.

Ferramentas tecnológicas podem ampliar significativamente o acesso à análise.

Informações que antes exigiam equipes inteiras podem ser organizadas rapidamente.

Cenários podem ser simulados.

Documentos analisados.

Dados comparados.

Estratégias estruturadas.

Para Edson Braga, isso significa que possuir acesso à inteligência, por si só, poderá deixar de representar um diferencial suficiente.

Saber mais não significa necessariamente decidir melhor

Uma empresa pode possuir enorme quantidade de informação e ainda tomar decisões ruins.

Pode conhecer todas as métricas e seguir na direção errada.

Pode encontrar uma oportunidade financeiramente interessante e ignorar os efeitos que ela produzirá sobre cultura, reputação ou liberdade.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, inteligência ajuda a compreender possibilidades.

Sabedoria ajuda a escolher entre elas.

Essa diferença será cada vez mais importante.

Porque, quanto maior a capacidade tecnológica, maior também será a quantidade de caminhos disponíveis.

A máquina pode calcular, mas alguém ainda precisa escolher

Um sistema pode estimar retorno.

Identificar tendências.

Comparar alternativas.

Calcular riscos.

Sugerir estratégias.

Mas existe uma etapa posterior que continua exigindo responsabilidade humana.

Devemos realmente fazer isso?

Para Edson Braga, essa pergunta possui uma natureza diferente.

Ela não trata apenas de eficiência.

Trata de direção.

Um negócio pode ser possível e ainda assim não valer a pena.

Uma expansão pode ser lucrativa e comprometer aquilo que o fundador considera importante.

Uma aquisição pode apresentar números interessantes e aumentar excessivamente a complexidade da organização.

É nesse ponto que inteligência e sabedoria deixam de ser sinônimos.

O empreendedor maduro aprende o que não fazer

No começo de uma trajetória, empresários frequentemente aprendem a dizer sim.

Sim para oportunidades.

Sim para clientes.

Sim para desafios.

Sim para mercados.

Sim para crescimento.

Essa disposição pode ser fundamental para construir.

Mas Edson José Bandeira Braga Filho considera que existe uma segunda fase da maturidade empresarial.

A fase em que o empreendedor aprende a dizer:

não.

Não para oportunidades desalinhadas.

Não para sociedades que comprometem valores.

Não para negócios que custam paz demais.

Não para crescimento sem estrutura.

Não para projetos que alimentam mais o ego do que o propósito.

Nem toda oportunidade precisa ser otimizada

A tecnologia possui uma característica natural: procura eficiência.

Como fazer mais rápido?

Como reduzir custos?

Como aumentar resultados?

Como escalar?

Essas perguntas são importantes.

Mas Edson Braga propõe uma anterior:

“Isso deveria ser feito?”

Porque aperfeiçoar uma escolha ruim apenas torna a escolha ruim mais eficiente.

É possível otimizar uma empresa na direção errada.

Escalar um modelo que produz problemas.

Acelerar uma estratégia que deveria ser revista.

Segundo Edson, talvez uma das maiores responsabilidades dos líderes do futuro seja exatamente impedir que capacidade tecnológica seja confundida com direção.

Inteligência constrói; sabedoria seleciona

A inteligência ajuda a solucionar problemas.

A sabedoria também questiona quais problemas merecem ser resolvidos.

A inteligência identifica oportunidades.

A sabedoria pergunta quais delas correspondem ao propósito.

A inteligência mostra quanto determinada escolha pode render.

A sabedoria pergunta quanto ela poderá custar em dimensões que não aparecem imediatamente no balanço.

Tempo.

Liberdade.

Família.

Reputação.

Consciência.

Paz.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, algumas das decisões mais importantes do empreendedor não podem ser reduzidas a cálculos financeiros.

A pergunta deixará de ser apenas “quanto rende?”

Em um mundo cada vez mais orientado por otimização, existe o risco de avaliar tudo pela eficiência.

Quanto produz?

Quanto cresce?

Quanto retorna?

Quanto escala?

Mas Edson Braga acredita que líderes precisarão acrescentar uma pergunta muito mais humana:

“O que isso está me transformando?”

A questão também pode ser aplicada à empresa.

Que tipo de organização esse crescimento está criando?

Que cultura está surgindo?

Que tipo de líder estou precisando me tornar para sustentar isso?

Que valores estão sendo fortalecidos?

Quais estão sendo abandonados?

Crescer mais rápido do que a consciência acompanha pode ser perigoso

Tecnologia permite acelerar.

Esse é justamente um de seus maiores benefícios.

Mas Edson José Bandeira Braga Filho observa que nem tudo consegue acelerar na mesma proporção.

Cultura leva tempo.

Maturidade leva tempo.

Confiança leva tempo.

Formação de lideranças exige tempo.

O mesmo vale para o desenvolvimento interior de quem conduz uma organização.

Uma empresa pode aumentar de tamanho mais rapidamente do que seu fundador consegue amadurecer para liderá-la.

Nesse cenário, crescimento deixa de ser apenas oportunidade.

Também pode se transformar em risco.

O maior desafio pode deixar de ser fazer e passar a ser escolher

Quando executar se torna mais fácil, escolher se torna mais importante.

Essa é uma das consequências que Edson Braga identifica na evolução tecnológica.

Se ferramentas conseguem ajudar a produzir, analisar, automatizar e organizar, o empresário precisará concentrar cada vez mais energia em questões de direção.

O que merece nosso tempo?

Onde devemos investir?

O que precisa permanecer humano?

Que tipo de empresa desejamos construir?

O que não estamos dispostos a negociar?

Consciência será um ativo empresarial

Empresas possuem ativos financeiros.

Tecnológicos.

Intelectuais.

Humanos.

Mas Edson José Bandeira Braga Filho acrescenta outra dimensão:

consciência.

Consciência para reconhecer motivações.

Para identificar quando uma decisão está sendo tomada por medo.

Por ego.

Por comparação.

Por necessidade de reconhecimento.

Um algoritmo pode analisar a viabilidade de um negócio.

Mas dificilmente será suficiente para dizer ao fundador se ele está realizando aquela aquisição porque a empresa precisa dela ou porque deseja provar alguma coisa.

Esse nível de pergunta exige autoconhecimento.

A tecnologia pode ampliar também os nossos excessos

Toda ferramenta poderosa pode ampliar aquilo que já existe.

Nas mãos de um líder consciente, tecnologia pode aumentar eficiência e capacidade de impacto.

Nas mãos de alguém sem clareza, pode acelerar decisões equivocadas.

Para Edson Braga, essa é outra razão pela qual desenvolvimento tecnológico precisa ser acompanhado de maturidade humana.

Quanto maior o poder disponível, maior a responsabilidade de quem decide como utilizá-lo.

O empreendedor do futuro precisará continuar humano

Talvez uma das maiores ironias da era da inteligência artificial seja justamente esta:

quanto mais tecnologia estiver disponível, mais importantes poderão se tornar determinadas características humanas.

Discernimento.

Caráter.

Empatia.

Coragem.

Sensibilidade.

Responsabilidade.

Capacidade de reconhecer limites.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, competir com máquinas na capacidade de processamento não deveria ser a missão de um líder.

O desafio está em desenvolver aquilo que torna a própria liderança humana.

Escolher com o coração não significa abandonar a razão

Edson Braga também procura evitar uma oposição simplista entre racionalidade e sensibilidade.

Escolher com o coração não significa ignorar números.

Decisões empresariais precisam de análise.

Risco.

Dados.

Governança.

Planejamento.

Mas nenhuma dessas ferramentas elimina completamente a dimensão humana da escolha.

O empresário pode analisar racionalmente uma oportunidade e, ainda assim, concluir que ela não corresponde ao tipo de vida ou de organização que deseja construir.

Essa não é necessariamente uma decisão irracional.

Pode ser uma decisão mais completa.

Dados precisam de contexto

Um número isolado não conhece toda a história.

Uma empresa pode apresentar excelente retorno e possuir uma cultura destrutiva.

Um projeto pode gerar receita e comprometer reputação.

Uma oportunidade pode aumentar patrimônio e retirar liberdade.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, dados são essenciais.

Mas precisam estar subordinados a uma visão maior.

A tecnologia informa.

A liderança interpreta.

A sabedoria escolhe.

Crescimento não deveria custar a essência

Uma das preocupações de Edson Braga está justamente na velocidade com que empresas podem crescer quando novas tecnologias reduzem barreiras.

Escalar se torna mais fácil.

Automatizar também.

Mas o crescimento precisa continuar conectado àquilo que a organização pretende representar.

Quando a empresa cresce muito mais rapidamente do que sua cultura consegue acompanhar, problemas podem surgir.

O mesmo acontece com o fundador.

Existe o risco de construir uma empresa maior do que aquilo que sua própria consciência consegue sustentar.

A sabedoria aparece também na renúncia

É relativamente fácil associar sucesso ao que foi conquistado.

Mais difícil é perceber o valor daquilo que foi recusado.

Um negócio não realizado.

Uma sociedade rejeitada.

Uma expansão adiada.

Um projeto abandonado.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, algumas das melhores decisões da trajetória de um empresário talvez nunca apareçam publicamente.

São decisões sobre aquilo que ele poderia fazer, mas escolheu não fazer.

O futuro também precisará de limites

Tecnologia cria possibilidades.

Mas nem toda possibilidade precisa virar realidade.

Esse princípio será cada vez mais importante.

Empresas precisarão estabelecer limites.

Não apenas técnicos.

Mas éticos.

Humanos.

Estratégicos.

Segundo Edson Braga, o líder capaz de estabelecer limites para si mesmo poderá possuir uma vantagem importante sobre aquele que transforma toda capacidade em obrigação.

Poder fazer não significa precisar fazer.

Inteligência pode escalar negócios

Com tecnologia, uma empresa pode atender mais clientes.

Processar mais informações.

Automatizar operações.

Ganhar produtividade.

Tomar decisões com maior velocidade.

Tudo isso representa transformação real.

Mas Edson José Bandeira Braga Filho chama atenção para aquilo que acontece depois.

O que será feito com essa capacidade?

Para onde ela será direcionada?

Com quais princípios?

Com qual finalidade?

Sabedoria sustenta legado

Empresas podem desaparecer.

Tecnologias mudam.

Mercados se reorganizam.

Modelos de negócio tornam-se obsoletos.

Mas determinadas decisões permanecem na história de uma organização.

A maneira como pessoas foram tratadas.

A cultura criada.

A reputação construída.

Os princípios preservados quando seria mais fácil abandoná-los.

Para Edson Braga, é nessa dimensão que a sabedoria encontra o legado.

A grande escassez do futuro talvez não seja informação

Durante muito tempo, informação foi escassa.

Hoje, a quantidade disponível já é enorme.

Com inteligência artificial, a capacidade de organizar e utilizar essa informação tende a se ampliar ainda mais.

Por isso, Edson José Bandeira Braga Filho considera que a escassez poderá migrar.

Não necessariamente faltará inteligência.

Talvez falte discernimento.

Não faltarão respostas.

Poderá faltar capacidade para fazer as perguntas certas.

Não faltarão possibilidades.

Talvez falte sabedoria para escolher.

Máquinas terão inteligência; líderes precisarão de consciência

Essa talvez seja a síntese da reflexão de Edson Braga.

O futuro empresarial será profundamente influenciado por inteligência artificial.

Ignorar essa transformação seria um erro.

Empresas precisam aprender.

Adaptar.

Utilizar tecnologia.

Aumentar eficiência.

Mas o verdadeiro desafio começa depois que todas essas ferramentas estiverem disponíveis.

O que faremos com elas?

Para Edson José Bandeira Braga Filho, é nesse ponto que aparece o diferencial humano.

Não apenas possuir inteligência.

Possuir consciência para direcioná-la.

Não apenas saber como crescer.

Saber por que crescer.

Não apenas compreender o que pode ser feito.

Saber aquilo que não deveria ser feito.

Porque inteligência pode construir empresas extraordinariamente eficientes.

Mas será a sabedoria que determinará se aquilo que foi construído realmente valeu a pena.

MegaG coloca donos de pizzarias frente a frente com CEO para ouvir quem vive o setor

Na maioria dos encontros empresariais, a empresa fala e o cliente escuta. Na MegaG, desta vez, aconteceu também o contrário. 

Na segunda-feira, 24, empresários de 30 pizzarias da região de São Paulo participaram de uma experiência diferente no Centro de Distribuição da MegaG, em Vargem Grande Paulista. Mais do que apresentar produtos ou tendências, a proposta do Conexão MegaG – Edição Pizzarias foi abrir espaço para quem está diariamente atrás do balcão, administrando custos, equipes, cardápios, delivery e as mudanças no comportamento do consumidor. 

Um dos momentos mais importantes da programação colocou o CEO da MegaG, Gonzalo Bruzzone, frente a frente com os empresários em grupos de discussão. Sem palco separando empresa e cliente, a dinâmica foi construída para ouvir experiências, dificuldades, ideias e percepções de quem vive o mercado de pizzarias na prática. 

Os participantes foram divididos em grupos menores, permitindo conversas mais próximas e aprofundadas. A iniciativa transformou o encontro em uma espécie de laboratório de ideias, no qual a MegaG pôde ouvir diretamente seus clientes e entender oportunidades para evoluir produtos, serviços e a própria relação com o mercado. 

Conhecimento aplicado ao negócio 

A programação também contou com palestra do chef Isaías Soares, que abordou temas que estão diretamente ligados ao futuro e à rentabilidade das pizzarias, como comportamento do consumidor para 2026 e 2027, posicionamento, engenharia de cardápio, fichas técnicas, formação de preços, CMV, estoque, delivery, inteligência artificial, automação e novos modelos de negócio. 

O conteúdo foi pensado para sair do campo teórico e chegar à rotina do empresário, com informações capazes de impactar operação, produtividade e resultado. 

Outro momento da experiência foi a Cozinha Show, com demonstrações de aplicações, receitas, rendimento, padronização e degustações, aproximando os empresários também de soluções e representantes da indústria. 

Por dentro de uma operação de distribuição 

Os convidados ainda tiveram acesso aos bastidores do Centro de Distribuição da MegaG em Vargem Grande Paulista. 

Durante o tour, puderam acompanhar etapas como recebimento, armazenagem, separação de pedidos, controle de temperatura, qualidade, expedição, tecnologia e logística, conhecendo de perto a estrutura que existe por trás do abastecimento dos estabelecimentos atendidos pela companhia. 

Ao reunir conhecimento, indústria, operação e, sobretudo, escuta, a MegaG reforça uma estratégia que vai além da relação tradicional entre distribuidor e cliente: estar perto de quem empreende para compreender seus desafios e construir soluções junto com o mercado. 

O Conexão MegaG nasce justamente com esse propósito: conectar pessoas, ideias e negócios.

ACP inaugura nova fachada e avança na revitalização do Palácio do Comércio nesta quarta-feira (26)

AMANHÃ – Um dos edifícios mais emblemáticos do Recife, localizado no Marco Zero, o Palácio do Comércio, sede da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), ganha uma nova fachada e avança em seu processo de restauração e revitalização. A inauguração acontece na próxima quarta-feira (26), às 10h, em cerimônia que marca mais uma etapa na valorização de um patrimônio histórico e cultural da capital pernambucana.

Construído em 1915, o prédio centenário é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e integra a paisagem histórica do Recife Antigo. Ao longo dos anos, o imóvel se consolidou como um importante símbolo da atividade empresarial e comercial de Pernambuco, mantendo uma relação direta com a história econômica da cidade.

A iniciativa também dialoga com as ações do programa Antigo Vivo, que busca promover a recuperação, valorização e ocupação qualificada do patrimônio histórico do Recife.

“Este projeto reflete o compromisso contínuo da Associação Comercial de Pernambuco com a valorização do nosso patrimônio e com o desenvolvimento do Centro Histórico. A nova fachada é mais um passo de um processo que busca devolver ao Palácio do Comércio o protagonismo que ele merece, fortalecendo sua vocação como espaço de história, cultura, turismo e geração de negócios”, destaca Tiago Carneiro, presidente da ACP.

A Associação Comercial de Pernambuco é a mais antiga entidade associativa do setor empresarial de Pernambuco, tendo sido fundada em 1839. Desde seus primeiros anos de vida, a ACP tem como princípios atuar de forma associativa e com interação, e incentivar a mobilização e a participação articulada da classe empresarial pernambucana.

Para mais informações, acesse: https://www.acpe.org.br/.

Serviço:

Data: 26/08/2026 (quarta-feira)
Horário: 10h00
Local: ACP – Associação Comercial de Pernambuco (Av. Alfredo Lisboa, Marco Zero)

Aeroporto de Aracati conclui auditoria da ANAC às vésperas da transferência para a GRU Airport

Reunião de encerramento reuniu ANAC, concessionária, operadora atual e Governo do Ceará; terminal do Litoral Leste receberá R$ 43 milhões em investimentos após a transição prevista para outubro.

 

O Aeroporto Regional de Aracati, no Litoral Leste do Ceará, concluiu na quinta-feira (13) a etapa de campo de auditoria conduzida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A reunião de encerramento reuniu os auditores da agência, representantes da GRU Airport, que assumirá a administração do terminal, da VISAC, empresa atualmente contratada pelo Governo do Estado para operar o equipamento, e a equipe da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur-CE), liderada pelo Superintendente de Aeroportos, Evandro Santiago.

A auditoria ocorre em momento estratégico. O Aeroporto de Aracati foi arrematado pela Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos no leilão do programa federal AmpliAR, realizado na B3, em São Paulo, e será administrado pela iniciativa privada por 30 anos. O terminal receberá R$ 43,1 milhões em melhorias, com foco na ampliação do pátio de aeronaves e na reforma do terminal de passageiros, preparando a infraestrutura para a retomada de operações comerciais regulares. A transferência das operações para a GRU Airport está prevista para o fim de outubro.

Na avaliação preliminar apresentada pelos auditores na reunião de encerramento, o aeroporto foi destacado pela infraestrutura, pelo cercamento operacional, pela qualidade dos controles e pela documentação. O relatório final da ANAC será apresentado nas próximas semanas.

O Secretário Executivo do Turismo, João Dantas, acompanhou a reunião representando a Setur-CE. “O Governo do Estado tem o compromisso de entregar o aeroporto em plenas condições e garantir uma transição fluida, com foco total na segurança operacional. Chegar a esta etapa com a auditoria concluída e os processos organizados é o que esperávamos deste momento”, afirmou.

A GRU Airport assumiu formalmente em abril a gestão de 12 aeroportos regionais do Nordeste e da Amazônia Legal, com aportes previstos de R$ 630 milhões para modernização da infraestrutura desses terminais. No Ceará, o pacote inclui Aracati, porta de entrada de Canoa Quebrada e terminal estratégico para o Vale do Jaguaribe. A concessão integra a estratégia estadual de descentralizar o fluxo turístico, hoje concentrado em Fortaleza, e integrar os terminais regionais à agenda de conectividade aérea do destino.

Sobre o Aeroporto Regional de Aracati:

O Aeroporto Regional de Canoa Quebrada Dragão do Mar (SBAC) está localizado no município de Aracati, no Litoral Leste do Ceará, a cerca de 150 km de Fortaleza e a 20 km da praia de Canoa Quebrada. Inaugurado em 2012 pelo Governo do Estado, conta com pista de 1.800 metros e infraestrutura para aeronaves de médio porte, e é a principal porta de entrada aérea para o litoral leste cearense e o Vale do Jaguaribe. Arrematado pela GRU Airport no leilão do programa federal AmpliAR, o terminal passará à gestão da concessionária em outubro de 2026, com R$ 43,1 milhões em investimentos previstos para ampliação do pátio de aeronaves e reforma do terminal de passageiros.

TCO registra supostas agressões envolvendo vereador Luciano Pachêco após show de Wesley Safadão

Três produtoras relataram agressões durante confusão próxima ao camarim; vereador de Arcoverde nega acusações, diz não ter sido notificado e afirma que repercussão tem motivação política

De acordo com informações do Portal 007

O vereador Luciano Pachêco (MDB), de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, é suspeito de agredir três mulheres após um show de Wesley Safadão realizado em 26 de junho de 2025. O caso consta em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) registrado pela Polícia Civil como lesão corporal e vias de fato.

As mulheres trabalhavam na produção do evento e prestaram depoimento à polícia após a confusão. Segundo os relatos, o episódio começou quando o vereador e outras pessoas tentaram se aproximar do camarim do cantor depois do encerramento do show.

De acordo com os autos citados pela reportagem, a Polícia Civil concluiu o TCO e encaminhou o procedimento ao Poder Judiciário. Em maio deste ano, o Judiciário abriu vista à 3ª Promotoria de Justiça de Arcoverde, ligada ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Até a publicação da reportagem, o MPPE ainda não havia definido se apresentaria denúncia, proporia transação penal ou pediria o arquivamento. O órgão informou que o procedimento tramita sob sigilo e, por isso, não forneceu outros detalhes.

Produtoras relatam agressões após tentativa de acesso ao camarim

Uma das produtoras, de 41 anos, afirmou à polícia que encontrou Luciano Pachêco próximo ao camarim. Segundo ela, um homem que acompanhava o vereador tentava gravar o interior do espaço por uma abertura na estrutura.

A mulher relatou que avisou ao grupo que o período reservado para fotografias já havia terminado e que Wesley Safadão estava deixando o local. Ainda segundo o depoimento, ela pediu duas vezes que o homem interrompesse a gravação, mas ele teria continuado.

Nesse momento, a produtora tentou bloquear a abertura com a mão, e a discussão teria começado. Segundo o relato prestado à polícia, Pachêco segurou o braço dela com força e passou a chacoalhá-la.

A mulher afirmou que pediu para o vereador soltá-la. Conforme o depoimento, ele teria gritado que era presidente da Câmara Municipal e que “mandava no local”, além de dirigir ofensas verbais à produtora. Na época do episódio, Luciano Pachêco ocupava a presidência da Câmara Municipal de Arcoverde. Atualmente, ele disputa uma vaga de deputado federal por Pernambuco nas eleições de 2026.

Ainda segundo os depoimentos, o vereador teria dado um tapa no braço da produtora e empurrado um gradil. A estrutura atingiu outra integrante da equipe, de 19 anos, que estava grávida naquele período.

Uma terceira produtora, de 34 anos, afirmou que tentou intervir durante a confusão. Entretanto, segundo o relato, o homem que acompanhava o vereador a segurou pelo pescoço com um golpe descrito como “mata-leão”. A mulher também declarou que Pachêco teria avançado contra ela e a empurrado. Depois disso, seguranças levaram as três produtoras para outro espaço do evento.

Laudos apontaram lesões em duas mulheres

De acordo com a reportagem, exames realizados pelo Instituto de Medicina Legal (IML) identificaram lesões em duas das três mulheres. Na produtora de 41 anos, o exame constatou um inchaço de aproximadamente oito centímetros no antebraço esquerdo.

Já a mulher que relatou ter sofrido a imobilização pelo pescoço apresentou escoriações na mão esquerda. Assim, os documentos médicos registraram sinais compatíveis com lesões relatadas pelas produtoras.

A jovem grávida não apresentou lesões físicas aparentes no exame. No entanto, ela relatou redução na movimentação do feto após ser atingida pelo gradil e recebeu orientação para procurar uma maternidade.

Não há informações divulgadas sobre o estado de saúde posterior do bebê. Além disso, a reportagem informou que outras duas pessoas teriam sofrido agressões durante a confusão, mas não há registro público de eventual comparecimento delas à polícia.

Vereador contesta acusações e cita período eleitoral

Luciano Pachêco afirmou que nunca recebeu notificação, intimação ou convocação formal das autoridades para apresentar sua versão sobre o episódio. O vereador também declarou que não tinha conhecimento oficial da tramitação do TCO.

Em nota, Pachêco repudiou qualquer forma de violência contra a mulher e ressaltou que não existe denúncia apresentada pelo Ministério Público nem condenação relacionada ao caso. Segundo ele, sua defesa acompanha o procedimento e busca esclarecer os fatos.

O parlamentar também questionou o momento em que o episódio ganhou repercussão pública. Nesse contexto, relacionou a divulgação ao período eleitoral de 2026 e ao lançamento de sua candidatura a deputado federal, alegando sofrer perseguição de natureza política.

Além disso, Pachêco afirmou possuir registros em vídeo que, segundo ele, devem integrar a análise das autoridades. Até o momento, porém, não há denúncia formal nem condenação contra o vereador nesse procedimento, que segue sob análise das instituições responsáveis.

Motoristas devem ficar atentos a obras nas rodovias do Litoral Sul entre 17 e 21 de agosto

Rota do Atlântico e Rota dos Coqueiros realizam serviços de manutenção na PE-009 e PE-024, com interdições parciais e alterações no tráfego durante a semana

As concessionárias Rota do Atlântico (CRA) e Rota dos Coqueiros (CRC) têm uma programação de serviços de manutenção e conservação no Sistema PE-009, na VPE-052 e na PE-024 (Praia do Paiva), entre os dias 17 e 21 de agosto. As atividades fazem parte das ações permanentes realizadas pelas empresas para preservar as condições das rodovias que conectam a Região Metropolitana do Recife ao Litoral Sul de Pernambuco e ao Complexo Industrial de Suape.

A execução dos trabalhos poderá exigir interdições parciais de faixas e operações especiais de tráfego, com possibilidade de pontos de lentidão. Por isso, os motoristas devem reduzir a velocidade, respeitar a sinalização e redobrar a atenção ao passar pelos trechos em obras.

Na PE-009 (Rota do Atlântico) serão realizados serviços de limpeza em terra armada no Km 35,500, nas alças de entrada e saída, e limpeza em sarjeta do Km 39,000 ao Km 41,000, sentido Sul. Além disso, serão executados trabalhos de roçada manual sentidos Norte e Sul, pintura de demarcação hectométrica no sentido Norte, reparo em meio fio nos dois sentidos e manutenção da ponte sobre o Rio Novo no Km 46.Os trabalhos de manutenção da ponte ocorrem inicialmente no sentido Sul, ensejando em desvio para operação em mão dupla, que se inicia no Km 45+960 e vai até o Km 46+720 no sentido Norte.

Na PE-024 (Rota dos Coqueiros), serão executados serviços de roçada manual em diferentes pontos nos sentidos Norte e Sul.

Em caso de necessidade, os motoristas contam com atendimento gratuito 24 horas na CRA e CRC, incluindo socorro médico e mecânico, além de apoio operacional. Os serviços podem ser acionados pelas centrais de atendimento: 0800 281 0281 (Rota dos Coqueiros) e 0800 031 0009 (Rota do Atlântico).

RODOVIA PE-009

  • Limpeza em terra armada

Localização: PE-009, Km 35,500 | Sentido: Alça saída | Faixa 1

Localização: PE-009, Km 35,500 | Sentido: Alça entrada| Faixa 1

  • Limpeza de sarjeta

Localização: PE-009, do Km 39,000 ao Km 41,000 | Sentido: Sul | Faixa 1

  • Roçada manual

Localização: PE-009, do Km 35,500 ao Km 27,500 | Sentido: Norte e Sul | Faixa 2

Localização: PE-009, do Km 36,000 ao Km 36,600 | Sentido: Norte e Sul | Faixa 1

Localização: PE-009, do Km 37,680 ao Km 38,880 | Sentido: Norte e Sul | Faixa 1

  • Pintura de Demarcação Hectométrica

Localização: PE-009 Km 33,000 | Sentido: Norte | Faixa 2

  • Reparo em meio fio

Localização: PE-009, Km 28,000 ao 28,700 | Sentido: Sul | Faixa 2

Localização: PE-009, Km 28,000 ao 28,600 | Sentido: Norte | Faixa 2

Localização: PE-009, Km 28,500 ao 29,288 | Sentido: Sul | Faixa 2

  • Manutenção da Ponte sobre o Rio Novo

Localização: PE-009, Km 46 | Sentido: Sul/Norte

Os trabalhos ocorrem inicialmente no sentido sul, ensejando em desvio para operação em mão dupla, que se inicia no KM 45+960 e vai até o KM 46+720 no sentido norte.

RODOVIA PE-024

  • Roçada manual

Localização PE-024, do Km 6,500 ao Km 3,500| Sentido: Sul | Faixa 2

Localização PE-024, do Km 6,500 ao Km 6,400| Sentido: Norte| Faixa 1 (Canteiro Central)

Localização PE-024, do Km 0,200 ao Km 0,400| Sentido: Sul| Ponte

Gigante do varejo, Lojas Marabraz pede recuperação judicial após R$ 140 milhões de dívidas, mas tenta manter operação de até 135 unidades no Brasil

A tradicional Lojas Marabraz, uma das marcas mais conhecidas do setor de móveis e eletrodomésticos em São Paulo, protocolou um pedido de recuperação judicial em caráter de urgência na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A empresa acumula dívidas estimadas em R$ 140 milhões e busca o respaldo da Justiça para conseguir renegociar os débitos e manter o funcionamento de sua operação comercial.

A crise financeira da companhia é resultado de uma combinação fatal para o setor varejista: taxas de juros elevadas, retração no consumo das famílias, avanço da inadimplência e sérias disputas societárias e familiares. A união desses fatores estrangulou a capacidade do grupo de captar recursos e renovar suas linhas de crédito no mercado financeiro.

O estopim da crise das Lojas Marabraz

Para entender como a gigante do varejo chegou a esse ponto, é preciso analisar a estrutura de capital do grupo. Historicamente, a família fundadora captava recursos no mercado financeiro para sustentar as atividades da rede, um modelo de negócio que exige intenso capital de giro. Essas operações eram garantidas principalmente por ativos imobiliários pertencentes aos sócios.

 

Compras presenciais em queda e juros altos pressionam o setor, que somou 194 pedidos de recuperação judicial no 1º trimestre de 2026Foto: Marabraz/Divulgação/ND Mais

Contudo, os conflitos internos provocaram um impasse direto na gestão do patrimônio imobiliário do grupo:

 

  • Perda do controle patrimonial: Em meio aos litígios familiares, os administradores à frente da rede perderam o controle sobre as sociedades detentoras dos imóveis.
  • Bloqueio de garantias: Sem os ativos imobiliários para oferecer como garantia, a Marabraz perdeu o lastro exigido pelas instituições financeiras.
  • Asfixia de crédito: A falta de garantias comprometeu a renovação das linhas de crédito existentes, impediu a contratação de novas operações e endureceu as condições de financiamento.

Além dos gargalos internos, a empresa enfrenta as transformações do varejo físico impulsionadas pela digitalização do comércio e pela mudança no hábito de consumo dos clientes.

 

Onda de recuperações judiciais atinge o varejo em 2026

O movimento da Lojas Marabraz, que chegou a somar 135 lojas espalhadas pela Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e interior do estad, reflete um cenário de forte pressão sobre o empresariado brasileiro. O cenário macroeconômico atual segue marcado por crédito restrito e custo financeiro elevado.

 

 

Lojas Marabraz chegou a operar 135 unidades distribuídas entre a Grande SP, litoral e interior paulistaFoto: Marabraz/Divulgação/ND Mais

Cenário geral do mercado

Aumento nos pedidos de socorro: Segundo dados da Serasa Experian, o Brasil registrou 194 pedidos de recuperação judicial apenas no primeiro trimestre de 2026.

 

Grandes marcas sob pressão: Diversas companhias de grande porte estão recorrendo a processos de reestruturação de passivos. Exemplo disso é a Raízen, que recorreu à recuperação extrajudicial, e a Casas Bahia, que avalia novas alternativas de reestruturação para ajustar suas dívidas.

A petição de urgência da Lojas Marabraz visa agora congelar a cobrança de execuções de dívidas para permitir que a administração elabore um plano de reestruturação viável, garantindo a preservação das atividades da empresa e a manutenção dos empregos gerados pela rede.

 

Agnaldo Xavier lança candidatura a deputado federal pelo PL em Pernambuco

Ex-vereador de Santa Cruz do Capibaribe seguirá trajetória própria e declara apoio a Mendonça Filho e Flávio Bolsonaro

O ex-vereador de Santa Cruz do Capibaribe Agnaldo Xavier lançou sua candidatura a deputado federal pelo Partido Liberal (PL) para as eleições de 2026. Com passagem pela Câmara Municipal, onde foi eleito vereador em 2004 também pelo PL, ele retorna ao cenário eleitoral com o objetivo de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Agnaldo possui ligação familiar com importantes nomes da política pernambucana. Ele é irmão da ex-deputada estadual Alessandra Vieira e cunhado do deputado estadual Edson Vieira, que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Mesmo fazendo parte do mesmo núcleo familiar, Agnaldo Xavier apresenta posicionamentos políticos próprios para a disputa deste ano. Nas redes sociais, o candidato declarou apoio a Mendonça Filho para o Senado Federal e a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.

A candidatura marca o retorno de Agnaldo à disputa eleitoral e amplia sua atuação política, que teve início no Legislativo municipal de Santa Cruz do Capibaribe.

Enamed 2026: segurança jurídica precisa vir antes da prova

Janguiê Diniz defende regras claras e previamente conhecidas para a avaliação e destaca decisão do TRF1 que suspendeu sanções relacionadas ao Enamed 2025

Janguiê Diniz

A avaliação é um dos pilares de qualquer política educacional comprometida com a qualidade. É por meio dela que se identificam avanços e fragilidades e são criadas condições para o aprimoramento da formação oferecida aos estudantes. Por acreditar nesse princípio, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) sempre foi defensora implacável do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), bem como do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) enquanto instrumento estratégico de indução da qualidade dos cursos de Medicina.

Contudo, o que se viu na primeira edição, realizada no ano passado, foi uma sequência de falhas e omissões que resultaram em um ambiente de profunda insegurança jurídica para as instituições de educação superior e para os estudantes. Por isso, a ABMES, em conjunto com a Associação Brasileira das Faculdades (Abrafi), recorreu à justiça para pedir a suspensão das punições aplicadas às instituições com base nos resultados do Enamed 2025.

É fundamental destacar que a medida, de modo algum, tem como objetivo favorecer cursos de baixa qualidade. Prova disso é que a maioria das graduações penalizadas obteve avaliação satisfatória, algumas até excelente, no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), realizado em 2024.

Para quem não acompanha de perto o contexto educacional, é importante esclarecer que há diferenças significativas entre os processos avaliativos. No âmbito do Sinaes, a qualidade dos cursos é aferida a partir de diferentes dimensões e instrumentos, que consideram não apenas o desempenho dos estudantes, mas também aspectos relacionados às condições de oferta e ao corpo docente, entre outros fatores. Já os resultados do Enamed 2025 tiveram como base apenas o desempenho dos estudantes em uma única prova.

Contudo, o mais significativo foi que informações essenciais, como os critérios de avaliação, a nota de corte e a forma de cálculo dos desempenhos individual e institucional, só foram divulgadas após a aplicação da prova. Ou seja, regras determinantes para os resultados e seus efeitos somente foram conhecidas quando o exame já havia sido realizado, uma clara violação aos princípios da publicidade, da transparência, da legalidade e da segurança jurídica.

Esse também foi o entendimento do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que, no último dia 5 de agosto, o acolheu o pedido das entidades e determinou que a União, o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) suspendam as sanções às instituições até o julgamento definitivo da apelação.

A decisão não representa um pronunciamento definitivo sobre a legalidade do Enamed, como o próprio tribunal fez questão de registrar, mas os fundamentos apresentados pelo TRF1 são relevantes para a reflexão sobre os rumos dessa política avaliativa.

Por exemplo, a decisão registra que a divulgação posterior das regras compromete a regularidade do processo e reconhece o potencial de geração de prejuízos graves e de difícil reparação às instituições e aos formandos. E esse é exatamente o ponto que motivou a atuação da ABMES e da Abrafi. O que está em discussão é a necessidade de que uma avaliação capaz de produzir consequências regulatórias relevantes seja realizada a partir de critérios previamente conhecidos por todos.

É importante compreender essa discussão porque ela ultrapassa a edição passada do exame. Mais do que solucionar os efeitos decorrentes do Enamed 2025, o momento deve ser aproveitado para garantir que os problemas identificados não se repitam em 2026.

Dessa forma, a decisão judicial abre uma importante janela de oportunidade para que o diálogo entre o setor e o Ministério da Educação avance. É tempo de corrigir fragilidades, aperfeiçoar procedimentos e assegurar que a próxima edição aconteça em um cenário no qual estudantes e instituições conheçam previamente as regras às quais estarão submetidos. Neste momento, porém, essa segurança ainda precisa ser construída.

É sob essa perspectiva que deve ser compreendida a iniciativa da ABMES e da Abrafi. Recorrer à Justiça não significa se opor ao Enamed. Ao contrário, significa defender condições para que ele seja um instrumento avaliativo forte, eficiente, transparente e alinhado aos princípios que orientam o Sinaes.

Avaliar com rigor é indispensável. Da mesma forma, é indispensável que esse rigor esteja amparado por regras claras, previamente conhecidas e aplicadas de maneira transparente. Qualidade e segurança jurídica não são objetivos conflitantes. Uma fortalece a outra.

A edição de 2025 deixou um aprendizado que não pode ser ignorado. Agora, diante de um novo Enamed, existe a oportunidade de construir um processo mais previsível e seguro. Para isso, é fundamental que todos os parâmetros da avaliação e seus possíveis efeitos sejam conhecidos antes da aplicação da prova, prevista para acontecer em 13 de setembro. Em 2026, segurança jurídica precisa ser ponto de partida do Enamed, e não uma questão a ser resolvida depois da sua realização.

*Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Mentor Capital Group inaugura Mentor Capital Hall e amplia atuação na formação de líderes empresariais

Novo espaço em São Paulo será dedicado a mentorias, certificações, encontros executivos e eventos corporativos, fortalecendo a institucionalização da mentoria empresarial no Brasil

A Mentor Capital Group (MCG) inaugurou, na noite desta quinta-feira (6), o Mentor Capital Hall (MC Hall), novo espaço da empresa localizado no Edifício Riverview Corporate Tower, em São Paulo. Concebido para sediar mentorias, certificações, encontros executivos e eventos corporativos, o ambiente representa um marco na trajetória da organização e reforça seu compromisso com a profissionalização da mentoria empresarial no Brasil.

A cerimônia reuniu empresários, investidores, mentores e convidados em uma noite marcada pelo networking, pela troca de experiências e pela apresentação da proposta que norteia a atuação da Mentor Capital Group: contribuir para a formação de líderes capazes de impulsionar empresas por meio do conhecimento, da experiência prática e de conexões estratégicas.

Fundada pelo empresário e educador Janguiê Diniz, fundador e presidente do Conselho de Administração da Ser Educacional, em sociedade com o pastor, escritor e palestrante Cláudio Duarte e com o educador e empresário Gilberto Augusto, a Mentor Capital Group nasceu com o propósito de estruturar a mentoria empresarial como um instrumento permanente de desenvolvimento de pessoas, empresas e organizações.

Durante a inauguração, Janguiê Diniz conduziu a palestra “A institucionalização da mentoria empresarial no Brasil”, na qual abordou a evolução da mentoria no ambiente corporativo e a necessidade de transformar uma prática, muitas vezes informal, em uma metodologia estruturada para apoiar empresários na tomada de decisões, no fortalecimento da liderança e no crescimento sustentável de seus negócios.

Segundo ele, a inauguração do Mentor Capital Hall simboliza exatamente esse momento de amadurecimento. “O Mentor Capital Hall representa muito mais do que uma nova sede. Este espaço materializa a nossa visão sobre o futuro da mentoria empresarial no Brasil. Queremos construir um ambiente onde empresários encontrem conhecimento, direcionamento estratégico, relacionamento qualificado e oportunidades reais de crescimento. Acreditamos que empresas fortes são consequência de líderes preparados, e é para formar esses líderes que este projeto foi concebido.”

A proposta da Mentor Capital Group também reflete a experiência de seus sócios-fundadores. Reconhecido nacionalmente por seu trabalho voltado ao desenvolvimento humano, à liderança e aos relacionamentos, Cláudio Duarte acredita que o ambiente empresarial precisa investir, antes de tudo, no crescimento das pessoas. “Negócios crescem quando seus líderes crescem. O Mentor Capital Hall nasce para ser um espaço de aprendizado contínuo, onde empresários poderão compartilhar experiências, ampliar sua visão de futuro e desenvolver competências que impactam diretamente suas empresas e suas equipes.”

Para o educador e empresário Gilberto Augusto, que há décadas atua na formação de líderes e no desenvolvimento de pessoas, o novo espaço fortalece um ecossistema que valoriza o conhecimento como ferramenta de transformação. “O conhecimento só produz transformação quando encontra pessoas dispostas a compartilhá-lo. O MC Hall foi criado para conectar empresários, estimular relacionamentos estratégicos e transformar experiências em resultados concretos para quem empreende. Nosso objetivo é construir uma comunidade de líderes que crescem juntos.”

À frente da Diretoria Executiva da Mentor Capital Group, o diretor Mario Frazão destaca que o novo espaço também representa um avanço importante na estrutura operacional da empresa e na qualidade da experiência oferecida aos clientes e parceiros. “Cada ambiente do Mentor Capital Hall foi pensado para proporcionar uma experiência de excelência. Queremos que empresários, mentores e parceiros encontrem aqui um espaço preparado para gerar conexões relevantes, promover aprendizado e fortalecer um ecossistema empresarial baseado em colaboração e desenvolvimento.”

Além da inauguração oficial do espaço, o evento proporcionou momentos de relacionamento entre empresários de diferentes setores, reforçando um dos principais pilares da Mentor Capital Group: conectar pessoas que compartilham o propósito de desenvolver empresas mais sólidas, inovadoras e preparadas para os desafios do mercado.

Com o Mentor Capital Hall, a Mentor Capital Group amplia sua capacidade de realizar programas de mentoria, certificações, encontros executivos e eventos corporativos, consolidando uma estrutura permanente voltada ao fortalecimento da cultura da mentoria empresarial no Brasil.

Sobre a Mentor Capital Group
A Mentor Capital Group é uma rede de mentores empresariais especializada em mentoria empresarial, desenvolvimento de líderes e aceleração de negócios. Fundada por Janguiê Diniz, Cláudio Duarte e Gilberto Augusto, a organização reúne empresários, executivos e especialistas em um ecossistema voltado ao compartilhamento de conhecimento, à formação de lideranças e ao desenvolvimento estratégico de empresas por meio da mentoria.
Saiba mais: https://mentorcapitalgroup.com.br/